Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Chuvas intensas voltam a alagar a cidade e escancaram falhas históricas na infraestrutura urbana
Michelly Perez - 13/11/2025 • 10:08
Foto: PMCG
Mais uma vez, Campo Grande voltou a parar diante de algumas horas de chuva intensa. O temporal que atingiu a cidade nesta quarta-feira (12) escancarou, novamente, a precariedade do sistema de drenagem da Capital — um problema antigo, conhecido e ainda sem solução efetiva.
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Bastou o volume de água aumentar para que velhos pontos críticos entrassem em colapso: alagamentos, vias interditadas, bocas de lobo transbordando, semáforos apagados e famílias em risco. A cena, repetida ano após ano, reforça que a cidade não suporta eventos climáticos que já se tornaram comuns, e não exceções.
O cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Ernesto Geisel — que novamente precisou ser interditado — é o retrato de um problema que se arrasta há décadas. Sem a infraestrutura necessária para escoar grandes volumes de água, a região se transforma em um ponto de grande vulnerabilidade, afetando diretamente a segurança de motoristas, pedestres e moradores.
Embora o município tenha anunciado o cadastramento da obra de drenagem da Avenida Corguinho no PAC, orçada em cerca de R$ 80 milhões, o fato é que a Capital segue dependendo de projetos que ainda não saíram do papel. Enquanto a aprovação não vem, a população continua exposta aos impactos de um sistema insuficiente, que não dá conta das chuvas cada vez mais frequentes e volumosas.
Às vésperas de mais um dia de instabilidade, a prefeita Adriane Lopes apareceu nesta quinta-feira (13) em um dos pontos alagados e afirmou que “as equipes estão em alerta desde o início de novembro, com mais de 190 chamados atendidos”. Segundo ela, duas famílias já precisaram de atendimento da Assistência Social.
A situação reforça a urgência de investimentos estruturais e planejamento urbano que vá além de ações emergenciais. Limpeza de bocas de lobo, retirada de galhos e equipes de plantão minimizam danos, mas não resolvem o problema central: Campo Grande precisa de uma drenagem moderna, robusta e capaz de enfrentar a nova realidade climática.
Até lá, cada temporal continuará funcionando como um lembrete doloroso da vulnerabilidade da cidade — e da necessidade de medidas que deixem de ser promessa e se tornem prioridade real.
Tags: Chuvas, estragos, Infraestrutura,