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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Capital tem 459 pediatras e questões salariais levam profissionais para a rede particular

Jornada de trabalho e infraestrutura estão entre os principais comparações

Michelly Perez - 28/05/2024 • 07:00

Com 459 Profissionais lotados em Instituições de Saúde SUS da Capital, para uma população de 184.833 crianças de 0-13 anos 111 meses e 29 dias, é possível entender o número de profissionais como suficiente. É equivalente a um profissional para cada 402,68 crianças.

A Prefeitura de Campo Grande confirmou recentemente que de janeiro até agora, foram registrados 14.037 casos de Síndrome Gripal. Deste total, 1.459 foram confirmados para SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a maioria dos casos graves (363) de SRAG foram em crianças de até um ano de idade.

Com isso, as Unidades de Saúde voltaram a registrar um cenário bastante conhecido, as filas de pacientes aguardando atendimento.  E para entender os motivos que contribuem para esse cenário a Revista A Foto conversou com representantes da classe pediátrica.

Para a Revista A Foto, Ronaldo de Souza Costa, Superintendente Estadual do Ministério da Saúde no Mato Grosso do Sul – SEMS/MS  informou que atualmente existem 856 Profissionais de Pediatria no SUS do Estado, segundo informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, destes, 459 atuam em Campo Grande.

Contudo, destaca que é preciso entender os motivos que fazem com que esses profissionais optem pelo trabalho na rede particular.

“Se os profissionais não estão prioritariamente na Rede de Atenção Primária à Saúde, devem ser considerados os fatores que motivam o afastamento. Quando foi o último Concurso Público Municipal para Profissionais Médicos pediatras? Qual a Carga Horária, a Carreira e o Salário oferecidos?”, pontua.

Questionado se existe uma falta de pediatras na rede pública, o presidente do SinMed/MS, confirma que muitos profissionais preferem a rede particular por conta dos valores pagos pelos plantões.  Mas nega que a superlotação e os problemas apresentados na rede pública sejam motivados apenas por isso.

“Com relação a questão salarial o salário entre os médicos, tanto para os pediatras quanto os demais que atendem nas urgências (da rede pública) o valor do plantão é o mesmo, mas temos uma diferença sim (no valor pago nos hospitais particulares), já que não houveram reajustes adequados nos últimos anos e obviamente, isso faz com que haja uma migração para a rede privada. Mas não creio que o problema seja relacionado a uma falta de pediatras, pois mesmo como essa diferença os pediatras continuam fazendo plantões na rede”, explica.

 

Tags: Campo Grande, negociação., saúde,