Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Fim da obrigação da autoescola e aulas digitais prometem baratear e agilizar o processo de habilitação
Michelly Perez - 02/10/2025 • 10:30
Foto: reprodução-internet
O Ministério dos Transportes iniciou uma consulta pública nesta quinta (2) para mudar as regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A ideia é dar um “jeitinho” na burocracia e nos altos custos atuais. A proposta prevê que o candidato possa escolher como se preparar para os exames, teórico e prático. As provas, porém, continuarão obrigatórias para quem busca a CNH.
A principal “sacada” é tirar a obrigatoriedade das autoescolas, abrindo o jogo. Candidatos poderão contratar instrutores autônomos credenciados para o treinamento.
O ministro Renan Filho diz que o modelo atual é excludente, caro e demorado demais. Ele afirma que 20 milhões de brasileiros dirigem sem carteira por essa razão. A nova regra busca democratizar o acesso à CNH, tornando o processo mais acessível e personalizado.
A expectativa do governo é que o custo da CNH, que hoje pode passar dos R$ 3,2 mil, caia bastante. A flexibilização na formação é a chave para essa redução de preço. Uma das principais mudanças é o fim da carga horária mínima de 20 horas-aula práticas obrigatórias. A preparação será escolhida pelo aluno, seja em um centro ou com um autônomo.
Por outro lado, os instrutores autônomos terão que ser credenciados pelo Detran de seus estados. A Senatran permitirá até a formação desses profissionais por meio de cursos digitais. O governo projeta uma queda de até 80% no custo total para tirar a CNH. Isso será possível pela maior oferta de aulas teóricas e a dispensa da carga horária nas práticas.
A minuta do projeto está na plataforma Participa + Brasil por 30 dias para sugestões. Depois, a ideia segue para a análise final do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
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