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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Com visão reduzida e renda de R$ 600, Dona Cida luta para viver e sobreviver

Aos 55 anos, ela precisa arrecadar valor necessário para tratamento contra as sequelas deixadas por três AVCs

Michelly Perez - 12/06/2024 • 07:10

Cida realiza tratamento para paralisia facial e movimentos do rosto/Foto: Arquivo Pessoal

Maria Aparecida da Silva Borges de 55 anos, enfrenta uma batalha para se manter viva. Após ter sido acometida por três AVC’s, o último deixou sequelas graves, incluindo trombose ocular, que prejudicou sua visão, além de uma deficiência auditiva e paralisia facial.

Em entrevista à Revista A Foto, Cida como é chamada pela família e amigos, conta que sobrevive com uma renda de R$ 600, o que é insuficiente para se manter e ainda realizar o tratamento.  O esposo de Cida é deficiente físico e neurológico devido a uma paralisia cerebral e sua aposentadoria é insuficiente para cobrir sequer seus próprios medicamentos.

“Toda a nossa renda é R$ 600 reais do auxilio-doença, por que era no valor de um salario mínimo, mas precisou ser reduzido por um empréstimo bancário feito para pagar um exame de ressonância magnética. “Esses R$ 600 precisa dar pra gente pagar água, luz, comida e remédios, na realidade não dá, sempre estamos devendo nas farmácias e a comida Deus não deixa faltar, alguns amigos ajudam com alimentos”, pontua.

A situação dela é urgente e desafiadora. O SUS – Sistema Único de Saúde enfrenta longas filas de espera para tais procedimentos que ela precisa o quanto antes. Ela faz alguns tratamentos gratuitos na APAE para a paralisia facial, porém suas outras questões de saúde foram avaliadas em mais de R$ 30 mil pelo médico, que a indicou a criar essa vaquinha.

“Eu fazia  bicos de costura, mas com os olhos desse jeito eu quase não consigo enxergar direito, e fica difícil, mas no dia em que eu estou sem dor eu ainda faço alguma coisinha. Mas já não consigo anunciar nada por que tem dias que eu consigo fazer e em outro não”, lamentou.

Cida tem dois filhos, que ajudam como podem, mas também não possuem recursos suficientes para o tratamento da mãe. Em meio a tantas dificuldades, Maria ainda precisa lidar com a diabetes e problemas renais. Recentemente, também descobriu durante esse período a necessidade da retirada cirúrgica de seu útero e agora, só sonha com ficar viva.

“Eu já fui coordenadora do Fórum dos Usuários da Assistência social, só que hoje eu já não faço mais nada. O meu sonho é eu conseguir fazer esse tratamento e recuperar a minha saúde, o resto Deus acrescenta eu sei que for esperar pelo SUS eu vou acabar perdendo o meu rim, assim como já aconteceu com meu pai e meu irmão. Só isso, o sonho de se manter viva, para nós pobres, as vezes, é tirado até o direito de sonhar, então temos que nos contentar com o mínimo”, pontua.

Como ajudar?

Todos podem ajudar através da Donativa e a partir de R$ 10,00 já é possível fazer uma doação acessando o link. Diante das dificuldades financeiras, Cida também espera por ajuda de alimentos não perecíveis. Para isso, as ajudas podem ser entregues em seu endereço, no Bairro Izabel Garden. O telefone para contato é o (67) 9-9112-3098.

Tags: Cida, doações, Sobrevivência,