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Bastidores - Ex-militar passou de quase governador para insignificância política
Marcos Maluf - 06/05/2024 • 11:28
Contar/Marcos Maluf
Tem um velho provérbio que diz que cavalo encilhado não passa duas vezes. No bom português é simples: tem chances que só aparecem uma vez na vida. E essa é justamente a situação do bolsonarista (ex)capitão Renan Contar. De quase governador de Mato Grosso do Sul para a insignificância política no espaço de meses.
Contar teve uma ascensão meteórica. Total desconhecido, se afastou das obrigações militares para tentar a sorte na vida política, cavalgando a onda do ainda presidente Jair Bolsonaro (PL). Rodou o MS de moto, pegou assinaturas em bandeiras, publicou muito nas redes sociais e se cacifou ao Governo pelo nanico PRTB em 2022.
Em um primeiro turno histórico, tirou o experiente André Puccinelli (MDB) do segundo turno, que disputou com Eduardo Riedel (PSDB). Ainda na disputa com o tucano, a esposa, estrategista e marqueteira do capitão, Iara Diniz, já distribuía cargos e até montava o secretariado.
A derrocada começou no embate na TV Globo. Após faltar a três debates sem maiores explicações, Renan Contar finalmente resolveu debater com Eduardo Riedel ao vivo. E quem assistiu sabe, não foi um debate, foi um desastre. Contar mostrou despreparo em todos níveis possíveis: da articulação das palavras aos dados do Governo. Com direito à célebre frase: ‘tenho que consultar meu caderninho’.
O resultado foi imediato, antes favorito, Contar perder o segundo turno por 43,1% a 56,9% e Riedel se tornou governador.
Após mais de ano, e já como ex-militar, Contar tenta se manter em destaque na política. Sem sucesso. O antes padrinho Jair Bolsonaro está mais próximo de apoiar o PP de Adriane Lopes, e mesmo para prefeitura já indicou outras preferências, como do ex-deputado estadual Rafael Tavares, que perdeu o cargo justamente por erro do PRTB de Contar.
Uma eleição após quase ser eleito, Renan Contar está caindo na vala da insignificância política. Como dizem, cavalo encilhado…
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