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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

De Maceió à Cidade Morena: A jornada de Érica, uma apaixonada por Campo Grande

Família prova que a Capital é o cenário ideal para recomeçar e construir uma vida de sucesso

Michelly Perez - 26/08/2025 • 07:02

Casal escolheu recomeçar na Capital e hoje já se sentem campo-gradenses de coração- Fotos: arquivo pessoal

Para a família da alagoana Érica Pacheco, de 29 anos, a história com Campo Grande começou em 2017, com uma decisão cheia de incertezas, mas que mudou as suas vidas para sempre. Ao lado do esposo, ela deixou as belas praias de Maceió em busca de novas oportunidades e encontrou na “Cidade Morena” não apenas um novo lar, mas um lugar para concretizar sonhos e alcançar milagres.

Em entrevista para a Revista A Foto, ela explica que a falta de perspectiva profissional na cidade natal foi o principal motivo da mudança. “Lá estava sem oportunidade”, conta Érica. “A gente sabia que ele (o esposo) estava sem emprego e eu até tinha emprego, mas nada que eu visse que daria algum futuro.”

Família faz questão de participar das festividades do município

Com a lembrança de Campo Grande na infância do marido, que já tinha morado na cidade quando criança, a aposta foi feita, e o resultado foi imediato.

“Graças a Deus que a gente veio. Aqui a gente recebeu oportunidade, já começamos a trabalhar na primeira semana. Temos qualidade de vida. Maceió, apesar de ter muitas praias, em muitas coisas fica para trás daqui”, celebra.

Além de pertencimento, Érika encontrou a paixão pelos passeios de bike

Qualidade de vida e crescimento profissional

A trajetória de Érica na capital sul-mato-grossense é um exemplo de ascensão. Ela conquistou seu diploma em Pedagogia e, na mesma instituição onde começou como estagiária, hoje atua como diretora.

“Me formei no lugar que eu estava fazendo a faculdade. Eu comecei estagiando, fui para a secretária, de secretária, fui para a coordenação e hoje eu atuo na direção, na gestão aqui na escola”, detalha.

Ainda que muitos associem Campo Grande a um “interior”, Érica defende a cidade como uma Capital que oferece o melhor dos dois mundos.

Ela é uma Capital com essa visão de interior e isso que faz ela ser tão gostosa assim de viver. Você tem qualidade de vida, você respira um lugar diferente”, compara. Ela ressalta a segurança e a educação como pontos fortes em relação a Maceió, uma grande capital turística. “A gente pode andar na rua mais tranquilos, além da oportunidade de conquistar mesmo.”

Milagre chamado João Vicente

A realização mais profunda de Érica em Campo Grande veio com o nascimento de seu filho, João Vicente. Após a dor de perder seis bebês, ele chegou para ser o “milagre” da família.

“Ele é o nosso milagre e eu fico feliz em poder proporcionar para ele viver aqui, ter essa qualidade de vida”, diz emocionada.

A família aproveita os parques da cidade e se sente segura para criar o filho.

 

Apesar da paixão, Érica admite ter enfrentado desafios no início, como a adaptação ao sotaque e à cultura local, que ela considera mais “retraída” em comparação com a cordialidade do Nordeste.

“É de uma forma diferente que elas acolhem. Então a gente foi se adaptando e hoje, graças a Deus, a gente tem vários amigos aqui”, compartilha, reforçando a importância de se manter aberto a novas amizades.

Paixão que se espalha

O amor de Érica por Campo Grande contagiou sua família. Em 2018, seus pais e dois irmãos também se mudaram e se apaixonaram pela cidade, que eles defendem com a mesma paixão. “Sempre estou tentando convencer alguém a mudar para aqui“, conta Érica.

Érika, o esposo e os seus pais que foram influenciados a morar em Campo Grande e a avó que ainda mora em Pernambuco, mas sempre vem fazer uma visita.

Para ela, a Capital se destaca pela gastronomia diversificada, que reúne culinárias de vários estados, e pelos espaços abertos, como parques e praças. Érica, que hoje se considera uma verdadeira campograndense de coração, não se cala diante dos problemas.

 

“A cidade tem defeitos como qualquer lugar, mas diria que compensa.”

 

Ela aponta melhorias necessárias na infraestrutura, como a qualidade do asfalto, a limpeza das ruas e o alto custo do transporte público. Ainda assim, sua visão é clara: os benefícios superam os desafios.

“Eu sou feliz por morar aqui”, conclui.

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