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Documento foi emitido pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul
Michelly Perez - 10/06/2024 • 08:12
Ex-vereador Wander Alves/Foto: Redes Sociais
A Revista A Foto teve acesso ao relatório emitido pela Corregedoria da Polícia Militar que indicou que os PM’s envolvidos na morte do ex-vereador Wander Alves (Dinho Vital), no dia 8 de maio, em Anastácio agiram de forma legal.
O Inquérito Policial, inicialmente instaurado pelo Comandante do 7º BPM e posteriormente enviado ao Corregedor-Geral, confirmou que a morte de Dinho se deu pelos disparos realizados pelos agentes. Além disso, o laudo da perícia confirma que os tiros atingiram a região lateral do corpo da vítima, negando a tese de que ele tenha sido executado pelas costas.

Reprodução/ O Pantaneiro
O documento indica ainda que imagens de videmonitoramento de câmeras de segurança de um posto de combustíveis localizado na BR-262 foram analisadas, mais de 30 pessoas que estavam presentes na festa e um ciclista que passava pelo local no momento do conflito foram ouvidos em depoimento e exames emitidos pela perícia também foram analisados.
Um dos pontos destacados no laudo é que 23 pessoas que estavam na festa durante o ocorrido negaram que os policiais realizassem o trabalho de segurança particular do ex-prefeito de Anastácio Douglas Figueiredo (PSDB), com quem Dinho teria iniciado uma briga no evento.
Além disso, a Corregedoria analisou imagens realizadas pelo fotógrafo e assessor de Douglas, em eventos anteriores em que ele participou. As fotos no entanto, não mostraram os policiais fazendo a segurança.
Outro ponto destacado nos autos é que a corregedoria confirma que houve durante a abordagem policial, a verbalização para que Dinho abaixasse a arma, fato confirmado pela esposa da vítima e pelo ciclista que passava pelo local.
O inquérito conclui que os agentes agiram de forma legal, dentro do estrito cumprimento de suas obrigações.
“Portanto, diante do apurado cotejo das peças que compõem o presente Inquérito Policial Militar, concluímos que a conduta investigada, embora típica, se coaduna com as excludentes de licitudes previstas no Ordenamento Jurídico Vigente”, destacou o laudo.
Vale lembrar, que os dois agentes foram presos de forma temporária no dia 17 de maio de 2024, razão pela qual o prazo para encerramento do presente Inquérito Policial Militar foi reduzido para 20 (vinte) dias.
Questionado pela Revista A Foto, o advogado de defesa dos agentes Lucas Arguelho Rocha informou que sempre acreditou na inocência dos clientes e destacou que ainda não obteve acesso completo ao resultado das investigações.
“A defesa não tomou nota ainda da integralidade do resultado das investigações no âmbito do Inquérito Policial, todavia, sempre acreditou e confiou plenamente que a verdade real apareceria, sobretudo quando há uma investigação Isenta, Imparcial e Justa. Então, desde o início, a defesa sustenta que os PMs agiram no estrito cumprimento do dever legal e salvaguardados pela legítima defesa, além de que nunca exerceram a segurança privada de qualquer autoridade ou ex-autoridade naquele ambiente festivo, e o resultado disso fica esclarecido e elucidado com o encerramento das investigações”, finaliza.
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