Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Casal será julgado por conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, conspiração para importação de drogas e posse ilegal de armas de uso restrito
Michelly Perez - 05/01/2026 • 10:11
Foto: reprodução- internet
Nicolás Maduro está sendo levado ao tribunal federal nos Estados Unidos nesta segunda-feira (5), em Nova York, para sua primeira aparição judicial desde que foi capturado por forças americanas no início deste mês. O ex-presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, também detida, foram escoltados sob forte segurança até o Tribunal do Distrito Sul de Manhattan, onde enfrentarão formalmente as acusações que pesam contra eles.
A audiência está marcada para o meio-dia (horário de Brasília) e deve incluir a leitura das acusações, que envolvem conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse de armamentos sob a legislação americana. Tanto Maduro quanto Flores deverão responder a esses crimes perante um juiz federal.
A prisão do casal ocorreu no dia 3 de janeiro de 2026, quando forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação em Caracas que resultou na captura de Maduro e Flores, que em seguida foram transportados para os Estados Unidos. Eles passaram a noite no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova York, antes da apresentação ao tribunal.
A ação americana provocou repercussão internacional e intensas discussões sobre a legalidade da operação. Autoridades dos EUA afirmam que Maduro e sua esposa serão julgados conforme a lei americana, enquanto aliados da Venezuela criticam a intervenção e exigem garantias legais.
No cenário político venezuelano, com a prisão dos dois líderes, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como chefe interina do governo da Venezuela. Sua posse foi determinada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país após a remoção de Maduro do poder, em conformidade com a ordem constitucional de sucessão.
A presença de Maduro e Flores diante da Justiça dos EUA marca um capítulo sem precedentes na história recente da América Latina, com implicações diplomáticas e políticas tanto para Caracas quanto para Washington.