Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Senador aproveitou agenda em Washington para reforçar discurso contra facções criminosas, cobrar explicações sobre o caso Banco Master e ampliar tom de pré-campanha
Michelly Perez - 27/05/2026 • 08:35
Foto: reprodução- redes sociais
O senador Flávio Bolsonaro aproveitou a repercussão da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26), para intensificar o discurso político nas redes sociais. Em vídeo gravado ainda dentro da Casa Branca, em Washington, o parlamentar desafiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a explicar supostos encontros relacionados ao Banco Master e pediu a sua mobilização para a instauração da CPMI.
Durante a gravação, Flávio afirmou que Lula deveria “explicar mais de oito reuniões com Augusto Lima, na Bahia”, além de cobrar posicionamento do governo federal diante das investigações envolvendo o banco.
No vídeo, o senador também elevou o tom na pauta da segurança pública e voltou a defender medidas mais rígidas contra o crime organizado. Segundo ele, o Brasil “não aguenta mais ser refém de facções narcoterroristas”.
“Precisamos dar fim ao domínio do terror. E podem ter certeza: ou essas facções deixam o país em paz ou serão neutralizadas”, declarou.
A publicação ocorreu poucas horas depois do encontro entre Flávio e Trump no Salão Oval da Casa Branca. A reunião foi articulada por aliados do bolsonarismo nos Estados Unidos, entre eles o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo.
Nos bastidores, aliados avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump fortalece a associação do senador ao trumpismo em um momento de desgaste político causado pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção ligada ao entorno bolsonarista nos Estados Unidos.
Segundo interlocutores da viagem, um dos principais temas discutidos com representantes americanos foi a possibilidade de classificar organizações criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como grupos terroristas — pauta defendida pelo senador durante a agenda em Washington.
Além do encontro com Trump, Flávio também participou de reuniões com integrantes ligados ao Partido Republicano e assessores do Departamento de Estado americano para discutir segurança pública, cooperação internacional e combate ao crime organizado.
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