Se você gosta de admirar o céu, prepare o celular: a primeira Superlua de 2026 acontece neste sábado (3). O fenômeno, que os cientistas chamam tecnicamente de “Lua Cheia de Perigeu”, ocorre porque o satélite está em seu ponto mais próximo da Terra.
Nesta posição, a Lua pode parecer 6% maior e até 13% mais brilhante do que o normal.
É tudo “ilusão”?
Apesar do nome famoso, os astrônomos pedem calma. Rodolfo Langhi, coordenador da Unesp, explica que a Lua não cresce de verdade.
“Imagina que você está segurando uma bola na sua frente. Se você aproxima e afasta dos olhos, ela parece mudar de tamanho, mas é a mesma bola. A mesma coisa acontece com a Lua”, diz Langhi.
O especialista alerta que, para quem não tem o costume de observar o céu diariamente, a diferença de tamanho a olho nu será quase impossível de notar. “É um pouco de exagero chamar de Superlua, porque as pessoas acham que ela vai ficar gigante, e não é assim”, completa.
“Nada de diferente”
Para o físico João Batista Canalle, da UERJ, o termo é mais popular do que científico. Ele reforça que a mudança na distância é pequena comparada aos quase 400 mil quilômetros que nos separam da Lua.
“É a mesma Lua Cheia de sempre. Astronomicamente, isso não tem nenhuma relevância”, afirma Canalle, lembrando que o termo “Microlua” (quando ela está longe) também é enganador, já que ela nunca ficará minúscula no céu. (Com informações Agência Brasil)