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Após uma jornada histórica pela órbita lunar, a cápsula Orion traz os astronautas de volta à Terra
Michelly Perez - 11/04/2026 • 06:15
Foto: divulgação- Nasa
O horizonte do Oceano Pacífico está prestes a receber um visitante que veio de muito longe. Literalmente. A espaçonave Orion, peça central da missão Artemis II, encerra sua épica jornada ao redor da Lua com uma reentrada atmosférica que desafia as leis da física.
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Mas não se engane: o que parece um “mergulho” de retorno é, na verdade, o início da fase mais ambiciosa da exploração espacial moderna.
A volta para casa não é um passeio tranquilo. Para chegar ao solo (ou melhor, às águas), a Orion precisou enfrentar o “batismo de fogo”.
Ao atingir a atmosfera terrestre, a cápsula viajou a cerca de 40.000 km/h. O atrito transformou o ar ao redor em plasma, gerando temperaturas que chegam a 2.800°C — metade da temperatura da superfície do Sol. Este momento foi o teste definitivo para o escudo térmico da NASA, garantindo que a tripulação a bordo estivesse segura enquanto, do lado de fora, o mundo estava “derretendo”.
Diferente das missões Apollo, a Orion é um computador de última geração com asas (ou quase isso). Durante o trajeto de volta, a tripulação não ficou apenas “apreciando a vista” da Terra ficando maior na janela. Foram realizados testes cruciais de sistemas:
Navegação Óptica: Testes de sensores que permitem que a nave se localize no espaço profundo sem depender exclusivamente do GPS terrestre.
Suporte de Vida: Monitoramento rigoroso de como o corpo humano e os sistemas da nave reagem à radiação fora da proteção do campo magnético da Terra.
Com o sucesso iminente da Orion, a NASA já deu o comando para virar a chave. O foco agora é a Artemis III. Se esta missão atual provou que podemos levar humanos até a Lua e trazê-los vivos, a próxima etapa é o desembarque.
“O sucesso da Orion não é apenas um pouso; é a validação de que estamos prontos para pisar no Polo Sul lunar,” indicam fontes da agência.
A Artemis III buscará depósitos de gelo em crateras permanentemente sombreadas, um recurso que pode ser a chave para fabricar combustível e sustentar uma base humana permanente.
O mundo agora aguarda a confirmação de quem serão os próximos seres humanos a deixar suas pegadas na poeira lunar em 2026. A estrada para Marte, ao que tudo indica, começa com este mergulho no Pacífico. (com informações Aeroin)
Tags: Artemis II, NASA, Orion,