Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Três consultórios sem profissionais e horas de fila desencadearam tumulto e revolta na unidade
Michelly Perez - 26/11/2025 • 11:57
Foto: Revista A Foto
“Cadê o médico daqui?!” — O grito de revolta tomou conta da UPA Vila Almeida na manhã desta quarta-feira (26), quando pacientes, exaustos após horas de espera sem atendimento, invadiram os consultórios em busca de algum profissional de saúde. A cena, que deveria ser impensável, tornou-se mais um retrato do caos que domina a saúde pública de Campo Grande.
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Segundo denúncia encaminhada à Revista A Foto, os três consultórios estavam completamente vazios, e nenhum membro da equipe que deveria estar atendendo foi encontrado. Para quem depende exclusivamente do serviço público, o sentimento é sempre o mesmo: abandono, frustração e falta de respeito.
O episódio na UPA Vila Almeida escancara um problema que há anos é alvo de reclamações — unidades superlotadas, longas filas, falta de profissionais, estrutura precária e uma população obrigada a esperar por um atendimento que muitas vezes sequer chega.
Em nota oficial a prefeitura de Campo Grande informou por meio da Secretaria Municipal de Saúde que o tempo de espera nas UPAs pode variar de acordo com a gravidade dos casos atendidos, conforme o Protocolo de Classificação Sistematizada de Risco (PCS-24), implantado desde agosto deste ano, para tornar o atendimento nas unidades 24h mais seguro, justo e eficaz.
“O protocolo prioriza com rigor os pacientes de maior gravidade, garantindo assistência imediata aos casos de urgência e emergência. Para dar mais transparência no atendimento, a população pode acessar o Sistema Integrado de Gestão da Saúde (SiGS), que permite o acompanhamento, em tempo real, da média de espera e do número de médicos em atendimento nas unidades”, disse a nota.
Além disso, a Sesau garante que as informações estão disponíveis no site www.sigs-cg.com.br”.