Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Gestora tenta justificar ação violenta da Guarda Civil durante inauguração do Natal dos Sonhos
Michelly Perez - 02/12/2025 • 12:04
Foto: reprodução
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), voltou a aparecer na mídia nesta segunda-feira (2) após dias de silêncio e fez acusações pesadas sobre o protesto que marcou a inauguração do Natal dos Sonhos, no último sábado (29), no Centro da Capital. Segundo ela, os manifestantes que denunciaram problemas na saúde e na infraestrutura da cidade teriam sido “pagos” por adversários políticos.
Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM 95.7, Adriane afirmou que o ato teria sido organizado por pessoas ligadas ao ex-prefeito e vereador Marquinhos Trad (PDT) e à ex-deputada federal Rose Modesto (UB). De acordo com a prefeita, o grupo teria sido levado de ônibus até a 14 de Julho com a intenção de tumultuar o evento natalino e manchar sua imagem.
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A prefeita também elevou o tom ao dizer que parte dos manifestantes seria composta por “bandidos”, alguns com “mais de 50 passagens pela polícia”, e que estariam “armados”. Para Adriane, o episódio não se tratou de um protesto espontâneo, mas de uma ação coordenada para provocar confusão em um evento voltado a famílias e crianças.
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O ato começou no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, onde ocorria a programação do Natal. Entre os manifestantes havia mães de crianças com deficiência e moradores que cobram melhorias na saúde, atendimento especializado, obras paradas, ruas esburacadas e mais transparência da administração municipal — incluindo denúncias sobre uma possível “folha secreta”.
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) interveio e deteve alguns participantes sob acusação de desacato e resistência. A corporação afirmou que uma mulher foi flagrada com um canivete.
Mas vídeos que circulam nas redes sociais mostram outra versão: em uma das gravações, um guarda aparece empurrando uma manifestante ao chão, aumentando as críticas sobre o uso de força pelos agentes.
Pressionada pela repercussão negativa da ação da GCM, Adriane reforçou que o ato teria ultrapassado “os limites da manifestação pacífica” e que tudo não passou de um movimento político organizado para constrangê-la durante o evento. Situação, que segundo ela, tem se tornado rotineira na Capital.