Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Vanderleia Costa Torres entrou na instituição aos 20 anos e, quatro décadas depois, celebra uma trajetória marcada por amizades, dedicação e muito amor pelo serviço público
Michelly Perez - 18/06/2026 • 09:55
Foto: divulgação
Quando Vanderleia Costa Torres passou em concurso público e assumiu o cargo de datilógrafa na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, em 16 de junho de 1986, a instituição ainda dava os primeiros passos. As máquinas de datilografia eram as principais ferramentas de trabalho, o número de servidores era pequeno e a estrutura ainda começava a ser construída.
Quarenta anos depois, a história da servidora se mistura com a da própria Defensoria. Nesta semana, Vanderleia recebeu uma homenagem pelos 40 anos de dedicação à instituição, uma caminhada marcada por transformações, amizades e muito compromisso com o serviço público.
“Quando comecei minha carreira, a Defensoria dava os primeiros passos. Era meu segundo emprego e entrei por concurso público. O trabalho era feito com máquinas de datilografia, o número de servidores era reduzido e a estrutura ainda se consolidava”, relembra.
Ao longo das décadas, Vanderleia viu a tecnologia mudar a rotina de trabalho. Acompanhou a chegada das máquinas elétricas, dos computadores e a expansão da Defensoria para todas as comarcas de Mato Grosso do Sul. Mais do que testemunhar mudanças estruturais, ela ajudou a construir a instituição.
Durante a carreira, passou por setores como Recursos Humanos, Gabinete, Protocolo e Corregedoria-Geral, onde atua atualmente. Em cada lugar, deixou não apenas o profissionalismo, mas também amizades que carrega com carinho.
“A Defensoria Pública representa tudo para mim. Entrei aqui muito nova e sigo até hoje. Vivi muitos momentos e acompanhei mudanças importantes. Tenho gratidão por tudo o que construí ao longo desses anos”, conta emocionada.
Aos 60 anos de idade, celebrados em 2026, Vanderleia também comemora quatro décadas de uma história construída entre colegas, desafios e conquistas.
“Sempre fui muito bem recebida por defensoras, defensores, servidoras e servidores. Fiz grandes amizades aqui e levo comigo cada experiência que vivi”, afirma.
Para o defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini, a trajetória de Vanderleia se confunde com a própria consolidação da Defensoria Pública em Mato Grosso do Sul.
“Ao longo de quatro décadas, ela acompanhou o crescimento e o fortalecimento da nossa instituição, sempre com dedicação, profissionalismo e espírito de colaboração. Sua história evidencia a importância das pessoas que participam diariamente da construção da Defensoria Pública”, destacou.
A corregedora-geral, Salete de Fátima do Nascimento, que acompanha a trajetória da servidora desde 1991, também ressalta a importância da contribuição de Vanderleia.
“A história da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul se confunde com a história da própria Vanderleia. Somos gratos pela lealdade, pelo profissionalismo e pelo empenho demonstrado em cada etapa dessa caminhada”, afirmou.
Entre papéis datilografados, computadores e novas tecnologias, Vanderleia coleciona muito mais do que anos de trabalho. Coleciona histórias, amizades e a certeza de ter ajudado a construir uma instituição que transformou a vida de milhares de sul-mato-grossenses.
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