Campo Grande - sábado, 18 de julho de 2026
Experiência com música, ervas aromáticas e relaxamento marcou o encerramento do semestre e deu um show de fofura
Michelly Perez - 18/07/2026 • 06:49
Foto: PMCG
Quem disse que spa é coisa de adulto? Em uma Emei de Campo Grande, os clientes mais exigentes tinham apenas 2 anos de idade. De roupão, com música relaxante, massagens e escalda-pés perfumado com ervas aromáticas, 22 crianças da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Therezinha Mandetta Trad viveram nesta semana, uma manhã digna de um centro de bem-estar.
A cena, que arrancou sorrisos de professores e familiares, marcou o encerramento do primeiro semestre letivo, mas tinha um objetivo que ia muito além do relaxamento: estimular os sentidos, fortalecer os vínculos afetivos e contribuir para o desenvolvimento integral na primeira infância.

Mas, por trás do clima de bem-estar, havia uma proposta pedagógica. A ação foi planejada para estimular os sentidos, fortalecer vínculos afetivos e proporcionar experiências que contribuem para o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância.
O ambiente foi cuidadosamente preparado para que os pequenos explorassem diferentes sensações por meio do toque, do aroma das ervas e do contato com a água, sempre em um clima de acolhimento.
Segundo a diretora da unidade, Elizângela Melo da Silva, a atividade está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incentiva o aprendizado por meio das experiências.
“A experiência é aquilo que toca a criança e deixa marcas no seu desenvolvimento. Trabalhamos o toque, o olfato, a relação afetiva e o relaxamento com elementos simples, como ervas aromáticas, música e água. São vivências que ajudam a reconhecer sensações, compreender emoções e desenvolver o autocuidado desde cedo”, explica.
Durante o “Dia de Spa”, os pequenos conheceram o cheiro de ervas como alecrim, erva-doce e marcela, despertando a curiosidade e estimulando o olfato. A proposta também incentiva o contato com a natureza, reduz o tempo de exposição às telas e fortalece momentos de convivência entre crianças e famílias.

Além de divertida, a atividade traz benefícios para o desenvolvimento emocional. Experiências sensoriais ajudam na autorregulação, favorecendo momentos de calma, concentração e acolhimento — aspectos considerados fundamentais nos primeiros anos de vida.
Para o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, iniciativas como essa mostram que o aprendizado vai muito além da sala de aula tradicional.
“Não se trata apenas de uma atividade lúdica. É uma prática pedagógica que valoriza o acolhimento, o afeto e a escuta como elementos essenciais no desenvolvimento das crianças”, afirma.
Segundo ele, investir em experiências como essa fortalece a base da aprendizagem e contribui para que os estudantes cresçam com mais segurança, autonomia e interesse pelo conhecimento.