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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Do Egito para MS, Hager Mohamed trilhou caminho de sabor e conhecimento

Imigrante supera barreiras linguísticas e transforma tradição familiar em empreendimento local

Da redação - 30/01/2024 • 15:00

Hager Mohamed/Arquivo pessoal

Imigrante vinda do Egito, Hager Farhat Mohamed, de 25 anos, encontrou em Mato Grosso do Sul muito mais do que uma nova moradia. Sua trajetória de quase dois anos no Brasil é marcada pela superação de desafios linguísticos e pela construção de uma história empreendedora que agora encanta os habitantes de Nova Andradina.

Ao desembarcar no país, Hager enfrentou a barreira do idioma, desconhecendo completamente a língua portuguesa. No entanto, graças às aulas do curso “Português para Migrantes Internacionais: Módulo Acolhimento” oferecido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), ela não apenas aprendeu o idioma, mas também desenvolveu habilidades para comunicar-se e construir uma nova vida.

“Antes de ir para UEMS, eu não sabia de nada, então não poderia responder se me perguntassem meu nome ou de onde eu era. No curso me incentivaram a falar na frente das pessoas. Eu era muito tímida e não sabia falar, mas agora posso!”, relata Hager, destacando a transformação que a língua portuguesa trouxe para sua vida.

A imigrante egípcia, mãe de dois filhos, não apenas conquistou fluência no idioma, mas também encontrou uma maneira de transformar suas habilidades culinárias em um empreendimento local. Inicialmente vendendo seus tradicionais pães árabes na maior feira de Nova Andradina, Hager agora atende pedidos por encomenda diretamente em sua casa, permitindo-lhe conciliar a vida familiar com o trabalho.

“Aprendi a fazer esse pão no Egito com minha avó e minha mãe, muita gente adora e vem em casa pedir. Agora não estou vendendo pães na feira, mas quero voltar”, destaca Hager, evidenciando sua paixão pela culinária e seu desejo de expandir seu negócio.

Hager ressalta a importância da inclusão social por meio da língua portuguesa, revelando como o aprendizado do idioma não apenas quebrou barreiras comunicativas, mas também abriu portas para oportunidades de empreendedorismo e integração na comunidade.