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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

História de Lucca e Carlos mostra que amor de pai vai além do sangue

Lucca, de 21 anos, conseguiu adicionar o sobrenome do padrasto, Carlos, à sua certidão de nascimento

Michelly Perez - 02/09/2025 • 11:07

Foto: divulgação

Desde pequeno, Lucca fazia questão de usar o sobrenome do padrasto, mesmo sem ter o documento oficial. Para ele, era um gesto simples, mas que significava tudo. Agora, aos 21 anos, ele finalmente conseguiu o que sempre quis: reconhecer a paternidade afetiva de Carlos Eduardo Chilante, o homem que o criou.

Essa conquista foi possível graças ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que ajudou a família a resolver o caso de forma rápida e emocionante.

Um amor que cresceu por 20 anos

Carlos, um militar, vive com a mãe de Lucca há quase duas décadas e sempre o considerou como filho. Por muitos anos, eles pensaram que o reconhecimento da paternidade seria um processo complicado e caro, por isso adiaram a decisão.

“Eu já tenho a guarda do Lucca desde que ele era pequeno, e sempre achamos que seria muito difícil”, conta Carlos. A surpresa veio quando eles descobriram que o Cejusc poderia ajudar, sem precisar de advogados.

Tudo resolvido em um piscar de olhos

A família entrou em contato por WhatsApp e, para a surpresa deles, em menos de 10 minutos já tinham uma audiência marcada. Carlos e Lucca se sentaram para conversar com uma mediadora, contaram a história de amor e carinho que os une há tanto tempo e, em uma conversa rápida, o pedido foi aceito.

“Foi uma conversa simples em que tudo foi resolvido de forma ágil”, lembra Lucca. “Sempre quisemos fazer isso, mas nunca imaginamos que seria tão rápido e sem burocracia.”

O resultado? Uma nova certidão de nascimento, com um sobrenome que simboliza um amor construído com dedicação e que mostra que laços de carinho são tão importantes quanto os de sangue.

 

Tags: Justiça, Paternidade, Reconhecimento,