Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Item aliado no tratamento da Terapia Ocupacional foi eternizado na pele dos pais da bebê
Michelly Perez - 27/02/2025 • 10:58
Foto: reprodução- Humap-UFMS
A guerreira Ágatha Ribeiro da Silva, nascida prematura com apenas 31 semanas, conquistou uma “super máscara” para enfrentar os dias na UTI Neonatal do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) da Ebserh. Para aliviar o desconforto da fototerapia, que exigia o uso de óculos para proteger os olhos da bebê, a terapeuta ocupacional criou a proteção personalizada, o que ela não imaginava é que o item seria eternizado na pele dos pais da pequena.
Kelvyn Ribeiro da Silva e Vitória Gabriele Da Silva Oliveira, com muito amor e gratidão, decidiram fazer uma tatuagem em homenagem à luta travada pela filha. “Eu falei pro meu esposo, vamos fazer uma tatuagem, homenagem a ela, um pezinho, uma mãozinha, alguma coisa que seja dela”, conta Vitória. “De primeira, ele deu a ideia de fazer a máscara, porque é uma coisa muito simbólica, muito significativa para nós. Porque só a gente vai ter essa. Eu amei a ideia na hora e disse que vai ser essa mesma.”
A tatuagem se tornou um símbolo de superação, representando a luta de sua filha contra a prematuridade e a vitória que alcançaram juntos. “Ela é nossa princesa, nossa mulher maravilha, nossa guerra, nosso milagre”, dizem os pais emocionados, que compartilham que, mesmo diante dos momentos difíceis, a presença de Deus sempre foi sentida em suas vidas. A tatuagem é uma maneira de eternizar esse símbolo de força e amor, uma lembrança constante de que, apesar dos desafios, a luta valeu a pena.
Ágatha foi admitida na UTI Neonatal do Humap-UFMS da Ebserh em 31 de outubro de 2024, e após receber cuidados intensivos, foi transferida para a UCIN em 19 de novembro do mesmo ano. Cada dia ali foi um aprendizado para os pais, que expressam sua eterna gratidão aos profissionais de saúde pela dedicação e carinho com sua filha.
A tatuagem, feita como um tributo à superação de Ágatha, não é apenas uma arte na pele, mas um testemunho do amor incondicional de pais que viveram, e continuam vivendo, a força da prematuridade com coragem e fé. É o símbolo de uma guerra vencida, e de um milagre que permanece em cada gesto, em cada olhar, em cada marca na pele.
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