Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Desidério e Efigênia provam que para o amor dar certo, não precisa de luxo, só precisa de querer
Michelly Perez - 30/01/2026 • 08:25
Foto: divulgação
Dizem por aí que o amor virou coisa rara, de vitrine. Mas a história do Desidério, hoje com 88 anos, e Efigênia, aos 86, é daquelas que a gente escuta e sente o peito esquentar, tipo café passado na hora. Eles não começaram a vida com promessa de castelo, começaram no chão batido da roça, onde a palavra valia mais que qualquer papel assinado.
Sabe aquele ditado de “na alegria e na tristeza”? Pois é. Eles levaram ao pé da letra. No começo, o dinheiro era tão curto que a janta era mandioca com ovo e o café era o que dava pra ter. Teve dia que faltou cobertor pros dois, mas nunca faltou o braço de um pra aquecer o outro. Eles dividiam o pouco que tinham e multiplicavam o respeito.
Mesmo assim, nunca pensaram em desistir. “Nunca”, afirma ele. “Jamais”, completa ela
O que mais impressiona não é o tempo que passou, mas como passou. Sessenta anos e nunca teve um grito dentro de casa. Dona Efigênia diz, com aquela paz de quem sabe das coisas: “Ele nunca levantou a voz pra mim”. Num mundo onde tudo é motivo pra briga, eles escolheram o silêncio que abraça e o cuidado que protege.

Ao lado dele, Efigênia concorda com a simplicidade que marca toda a sua vida. “Sim, eu também.” E talvez não exista resposta mais honesta para explicar 60 anos de casamento
Eles não estudaram em livros chiques. Ele foi até a segunda série, ela nem pisou na escola. Mas se formaram doutores na arte de não desistir. Quando a vida apertava, eles se agarravam na fé e na certeza de que “junto é melhor”.
Hoje, olhar para os dois é entender que o amor de verdade não é feito de grandes gestos de cinema ou publicações nas redes sociais. É feito de mimo, de oração um pelo outro e de saber que o outro é o seu lugar no mundo.

Família fruto do amor que escolheu vencer
O exemplo do Seu Desidério e da Dona Efigênia sopra esperança no nosso coração e mostra que o “felizes para sempre” não cai do céu — ele é construído dia após dia, por duas pessoas que decidem que, aconteça o que acontecer, o horizonte deles será o mesmo.
Porque no final das contas, o amor não é apenas um encontro de almas, é o encontro de dois quereres dispostos a não soltar o remo por nada deste mundo.
(Com informações Jefferson Braun)