Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Iniciativa não apenas alimenta famílias, mas também cria um elo comunitário
Da redação - 20/11/2023 • 15:35
Ressocialização/Escritório da Agraer em Naviraí
Nos recintos do Patronato Penitenciário de Naviraí, um projeto social germina oportunidades enquanto cultiva verduras. Com orientação da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), reclusos do regime semiaberto plantam hortaliças para abastecer suas famílias, promovendo não apenas segurança alimentar, mas também uma nova chance na sociedade.
Neide de Oliveira Alvarez, diretora do Patronato, destaca a essencialidade de entender e ajudar a reintegrar essas pessoas na comunidade. O objetivo vai além de suprir suas necessidades imediatas; é mostrar que merecem oportunidades apesar dos erros do passado.
Essa iniciativa, abraçada por detentos do semiaberto sob supervisão técnica, não apenas alimenta famílias, mas também cria um elo comunitário. Neide revela que mesmo aqueles que já concluíram o programa retornam para contribuir, evidenciando o impacto positivo em suas vidas.
A rede de apoio é crucial para essa empreitada. Parceiros como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, uma usina que doou adubo e a Prefeitura, com doações de mudas, tornaram possível transformar essa ideia em realidade.
Ronaldo Botelho, engenheiro agrônomo da Agraer, descreve a jornada desde a concepção do projeto até sua implementação. O foco não é apenas ensinar técnicas agrícolas, mas fornecer as ferramentas para que os reclusos possam, no futuro, utilizar esse conhecimento como fonte de renda quando reintegrados à sociedade.
Essa abordagem não se limita ao cultivo de alimentos; é uma semeadura de oportunidades e esperança. A Agraer, comprometida com o desenvolvimento e ressocialização, mantém suas portas abertas para quem busca uma nova trajetória pós-cumprimento da pena.
Esse projeto vai além das hortaliças; é um símbolo de regeneração e construção de um futuro mais digno para aqueles que estão comprometidos em recomeçar.