Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Bióloga brasileira comemora reconhecimento internacional pelo trabalho de conservação com onças-pintadas
Michelly Perez - 02/05/2025 • 09:55
Foto: Onças do Iguaçu
Em um discurso emocionado, a bióloga Yara Barros recebeu nesta semana o prêmio Whitley Prize, em Londres, pelo trabalho desenvolvido juntamente com a equipe do Projeto Onças do Iguaçu com onça-pintadas na Mata Atlântica, onde a espécie está classificada ameaçada de extinção.
“Quando me perguntaram quando criança o eu queria ser quando crescer, imediatamente eu respondia, salvar animais. Mesmo que eu realmente não soubesse o que exatamente isso significa, essa paixão me levou a me tornar bióloga”, contou.
Coordenadora do projeto desde 2018, Yara tem se dedicado à conservação da onça-pintada e seu trabalho tem dado grandes resultados, como a recuperação da população de felinos no Parque Nacional do Iguaçu e no Corredor Verde Brasil-Argentina subindo de 40 em 2009 para 93 animais em 2022.
“Croissant foi o nome dado para a primeira onça que capturei. eu costumo dizer que eu não a capturei, ela que me capturou e ajudando a essa espécie incrível a sobreviver tornou-se a minha paixão. Onças não são apenas meu trabalho, são a minha casa, e meu coração”, disse em discurso.
O prêmio entregue em Londres pela princesa Anne é reconhecido como o Oscar da Conservação e premia boas práticas de conservacionistas do mundo inteiro. Além do título, Yara recebeu 50 mil libras (R$ 370 mil, na conversão atual) para novos projetos.
“Receber este premio é enorme é uma validação, de que meu sonho valeu a pena perseguir, transformando medo em encantamento, é preciso promover a convivência entre as pessoas e as onças. Este premio nos ajudará a manter os ‘olhos dourados’ brilhando em nossas florestas”, finaliza.
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