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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

TDAH não foi limitação para homem que estudou e passou em dois concursos 

Da redação - 22/10/2023 • 06:00

TDAH/Marcos Maluf

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) é uma condição neurológica que dificulta a atividade intelectual do indivíduo portador, já que seus sintomas diminuem a capacidade de concentração e raciocínio do indivíduo.

Porém, a condição não foi empecilho para que Willyan Roberto Sartor, de 45 anos,  parasse sua vida, ou freasse ela, ao contrário, ele mostrou que quem tem TDAH é tão capaz, ao ponto de passar em dois concursos públicos.

Narrando suas dificuldades, e aprendizagens, o concursado destaca que a condição neurológica que limita o pleno funcionamento das funções intelectuais não o impediram de crescer.

Em adultos, o TDAH é motivo de problemas no trabalho e no cotidiano, principalmente decorrentes de falta de atenção e memória.

Segundo o JusBrasil,  mesmo com a clara desvantagem que os portadores do transtorno apresentam em relação aos outros candidatos neurotípicos, no Brasil não há previsão legal que os enquadre como PcD. Em outras palavras, TDAH não é Deficiência para fins de Concurso Público.

Em entrevista a revista A Foto, Willyan nascido em Cascavel no Paraná, se tornou Policial investigador em Mato Grosso do Sul em 2004, mesmo com TDAH. Ele passou pelo concurso em 2001 e aguardou sua convocação.

Antes de toda recompensa, Willyan precisou estudar e se concentrar o máximo em seu objetivo. Em trecho da entrevista ele relembra como seguia com os estudos, e até mesmo as táticas utilizadas para memorizar o material avaliado no dia.

“A dificuldade estava na interpretação de texto, enquanto meus colegas percebiam o que o professor explicava, eu com TDAH ficava para trás, então eu fazia amizade para conseguir aprender e entender o que era explicado”, detalha.

Willyan foi chamado primeiro para academia da Polícia Militar em 2003 e em 2004 foi chamado para Polícia Civil.

Hoje, ele com a esposa, tem sua própria empresa onde contam com serviço de duas famílias.

“Minha mulher é parceira, sempre apoiou”, comemora.

Mesmo tendo seu próprio negócio, o concursado teve uma vitória a ser apreciada por todos.