Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Iniciativa tem arrancado elogios e mostrado como é possível aliar um atendimento técnico com humanização
Michelly Perez - 09/05/2025 • 10:49
Foto: reprodução
Só quem já passou por uma sessão de hemodiálise ou conhece alguém que passou pelo procedimento, sabe a dificuldade que é superar as sessões que chegam a durar até quatro horas conectado a uma máquina. Para mudar esse cenário, a técnica de enfermagem Izabel Cristina Vargas Ajala, do Hospital Regional de Campo Grande, decidiu criar um suporte para celular.
O mecanismo permite que os pacientes deixem seus celulares ou outros objetos ao alcance da vista, sem precisar segurá-los nas mãos, reduzindo o desconforto.
“Os pacientes não podem se mexer muito durante a sessão e só podem usar um dos braços, por conta da fístula. Eu via essa dificuldade deles. Então, pensei na mesa. Fizemos com materiais que tínhamos aqui mesmo. Sinto alegria em poder ajudar de alguma forma”, disse a profissional.
A iniciativa tem recebido elogios dos pacientes, que agora conseguem assistir filmes e séries durante o tratamento, o que ajuda a passar o tempo de forma mais leve e acolhedora.
“Melhorou muito. Antes tinha que dormir. Na hora em que vi ela trazendo, nem acreditei, nem vejo a hora passar durante a sessão”, afirmou o paciente Diego Fernando dos Anjos, 32 anos.
Assistente administrativo do setor, Alfredo Silva viu a ideia nascer e foi um dos entusiastas. “Ao integrar tecnologia e humanização, a mesinha representa um exemplo concreto de como pequenas atitudes podem promover um ambiente mais acolhedor e confortável, fazendo com que o tratamento de hemodiálise deixe de ser apenas um desafio físico para se tornar uma experiência mais tolerável e até mesmo educativa”, destacou. (com informações Patrícia Belarmino, Comunicação Funsau/HRMS)
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