Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Estande no Shopping Bosque dos Ipês já faturou R$ 10 mil em um único dia e chama atenção de visitantes
Michelly Perez - 25/03/2026 • 10:18
Foto: Daniel Reino
Quem passa pela COP 15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, em Campo Grande, encontra muito mais do que debates ambientais. Um espaço dedicado ao artesanato sul-mato-grossense tem chamado a atenção — e aberto a carteira — de visitantes do Brasil e do exterior.
Instalado no Shopping Bosque dos Ipês, o estande da Casa do Artesão virou ponto de parada para quem quer levar uma lembrança do Estado. E o resultado já aparece nas vendas: só no primeiro dia, foram cerca de R$ 10 mil em peças comercializadas.
Ímãs de geladeira, cerâmicas indígenas, peças em madeira, amigurumis e esculturas inspiradas na fauna pantaneira estão entre os itens mais procurados.
Para o servidor Ronaldo Chagas Correa, que atua há anos na área, o movimento tem surpreendido.
“Tem muita gente de fora, inclusive de outros países, admirando e comprando. O retorno está sendo muito positivo”, afirma.
Visitantes destacam a variedade e os preços acessíveis — algo incomum em eventos internacionais.
A servidora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Cláudia Czarneski, saiu com várias peças na sacola.
“São peças feitas à mão, muito bonitas e com preço bom. Vale muito a pena”, disse.
Já a diretora do Ministério do Meio Ambiente, Claudia Pinho, chamou atenção para o valor cultural.
“Representa muito a cultura pantaneira e dos povos indígenas. Isso faz toda a diferença para quem vem de fora”.
Além das vendas, o espaço funciona como uma vitrine da cultura sul-mato-grossense para o público internacional.
A voluntária Andressa Lima, que veio de Rio Verde, também se encantou.
“Está tudo muito bonito, principalmente os imãs e peças pintadas à mão. Dá vontade de levar tudo”.
A COP15 reúne representantes de diversos países para discutir a proteção de espécies migratórias e reforça a importância da cooperação internacional na preservação da biodiversidade.
Enquanto isso, do lado de fora das plenárias, o artesanato local cumpre outro papel: mostrar que cultura e natureza também caminham juntas — e podem conquistar o mundo.
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