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Da redação - 21/02/2024 • 11:00
Bailarinos de MS/Reprodução TV Globo
No fim de semana, o palco do “Caldeirão com Mion”, da TV Globo, foi palco de uma apresentação singular, protagonizada por dois talentosos bailarinos da Cia de Dança do Pantanal.
Agustín Salcedo e Frantielly Khadija Icassatt encantaram a audiência com uma performance impressionante do “Duo de Onças”, uma parte da aclamada coreografia do espetáculo “Guadakan”, estreado pela companhia em 2022. A apresentação, inserida no quadro “Caldeirola”, proporcionou aos espectadores uma experiência visual e emocionalmente envolvente.
O “Duo de Onças” não é apenas uma expressão artística; é um testemunho da imponência do maior felino das Américas e uma reflexão sobre a importância da conservação do Pantanal, uma das maiores planícies alagáveis do mundo. Inspirado em um mito Guató, o espetáculo não só encanta com sua beleza estética, mas também ressalta a necessidade premente de preservação, especialmente após os devastadores incêndios de 2020, que ceifaram a vida de quase 17 milhões de animais vertebrados na região.
Para Agustín Salcedo, um dos bailarinos protagonistas, a oportunidade de se apresentar no programa foi verdadeiramente marcante. “Cada momento foi único. Ir aos estúdios Globo, conhecer os bastidores, o palco onde tudo acontece e estar imerso em um ambiente onde tantas pessoas trabalham arduamente para fazer acontecer é simplesmente maravilhoso”, compartilha Salcedo, enfatizando o privilégio de representar não apenas sua arte, mas também o Pantanal em rede nacional.
Além da realização pessoal, Salcedo destaca o significado maior por trás da apresentação: “Fiquei imensamente feliz com nossa performance e ainda mais por ter a oportunidade de representar o Pantanal, levando a mensagem crucial da preservação da natureza para todo o Brasil. Acredito verdadeiramente que a arte tem o poder de transformar”, conclui o bailarino, ressaltando o papel essencial da arte como agente de conscientização e mudança.
Márcia Rolon, diretora-executiva do Moinho Cultural e diretora artística da Cia de Dança do Pantanal, realça a importância de alcançar um público cada vez mais amplo com o trabalho da companhia sul-mato-grossense. “A Cia sempre teve a missão de levar sua arte e suas mensagens a todos os lugares. Ter a oportunidade de alcançar tantas pessoas de uma só vez e mostrar todo o sofrimento e a beleza do Pantanal nos últimos anos nos alegra e reforça nosso compromisso”, afirma.