Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Autodidata, Juninho pretende mostrar para os alunos a importância de lutar pelos seus sonhos: "Foi aqui que tudo começou"
Michelly Perez - 29/11/2024 • 08:54
Foto: divulgação
A paixão pela música de Edson Ribeiro de Arruda Júnior começou ainda na escola aos 7 anos de idade. Atualmente, com uma carreira consolidada, enquanto músico, instrumentista e compositor, em Campo Grande, o Juninho MPB, como é conhecido, destravou o projeto de levar o ensino musical em forma de show com canções autorais, para as escolas públicas.
“Eu já pensava antes em rodar o interior do Estado, visitando as cidades satélite do Estado, mas, agora surgiu a oportunidade de realizar o projeto em Campo Grande. Vou primeiro ao Rui Barbosa, escola onde estudei a vida toda, onde minhas irmãs também estudaram e o meu filho estuda atualmente. As outras também são na região, além do Joaquim Murtinho, por exemplo, que é uma escola referência”, afirmou Juninho MPB.
Com mais de duas décadas dedicadas à música, o artista dono de dezenas de canções autorais, dez delas já gravadas em estúdio profissional e com repertório para um novo disco, a cada visita pretende vivenciar uma nova experiência com os alunos, promovendo um bate-papo e também demonstrando que MPB (Música Popular Brasileira) e bossa nova não é algo elitista. Todas as visitas estarão disponíveis no Youtube.
Ao falar sobre a inspiração para compor, Juninho MPB citou a célebre frase de Pablo Picasso: “ Quando a inspiração vier ela vai me encontrar trabalhando”. Desta forma, o violão permaneceu seu parceiro, em todos os momentos, e assim nasceu as canções, entre elas Guinho, que foi uma homenagem ao primogênito. “É um prazer imenso poder mostrar as minhas músicas e ver a reação das pessoas”, comentou, na ocasião.
Ainda pequeno, Juninho recorda com carinho e gratidão todas as oportunidades que teve de expressar emoções através da música. Com 13 anos, Juninho teve contato com o violão. “Minha mãe sempre ficou cantarolando em casa. Meu pai tocava percussão e um amigo me ensinou três acordes, então, pegava o violão do Jackson, meu vizinho, e passava a tarde inteira tocando, até conseguir comprar meu primeiro instrumento”, contou.
Aos 34 anos, o músico comemora quase duas décadas de carreira e falou que enfrentou muito preconceito, até mesmo no ambiente familiar. “É uma sina, que tentei fugir e nunca consegui. Comecei estudando engenharia de produção, mas, tinha que tocar, tinha filho pequeno na época. Depois, troquei para filosofia, achei que dava para conciliar, mas, a esposa ficou grávida e não dava para tocar somente aos fins de semana. Fiquei nove anos fazendo faculdade, fiz geografia também, tudo fugindo da música, que aprendi de forma autodidata. Hoje a minha vontade é realmente me especializar em MPB”, ressaltou.
*EE. Professora Alice Nunes Zampiere – 4/12 – 9:30
*EE. Rui Barbosa – 5/12 – 9h
*EE. Emygdio Campos Widal – 6/12 – 14h
Tags: Arte, escolas públicas, musica,