Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Nova fase prioriza projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para democratizar o acesso à arte
Michelly Perez - 08/01/2026 • 08:20
Foto: reprodução-MinC
A Lei Rouanet fechou o ano de 2025 com números históricos. O mecanismo de incentivo à cultura arrecadou a marca impressionante de R$ 3,41 bilhões, consolidando-se como o maior motor de fomento ao setor no país.
Mas o grande destaque não foi apenas o valor total, e sim para onde o dinheiro foi. Pela primeira vez, houve um esforço real de “nacionalizar” os recursos, tirando o foco exclusivo do eixo Rio-São Paulo e alcançando cidades que antes ficavam de fora do mapa cultural.
O Ministério da Cultura focou em democratizar o acesso. Veja como o cenário mudou:
Norte, Nordeste e Centro-Oeste: Estas regiões tiveram um crescimento significativo na captação, permitindo que artistas locais conseguissem patrocínio sem precisar sair de seus estados.
Projetos menores: Novas regras facilitaram que pequenos produtores também tivessem acesso ao dinheiro das empresas via renúncia fiscal.
Diversidade: Além de grandes espetáculos, o foco se voltou para festas populares, patrimônio histórico e cultura regional.
De acordo com o Ministério da Cultura, esse resultado é fruto de uma nova diretriz que busca tratar a cultura como um investimento econômico em todo o território nacional, gerando emprego e renda de ponta a ponta no Brasil.
A ideia é que a Lei Rouanet deixe de ser “coisa de cidade grande” para se tornar uma ferramenta de desenvolvimento local em municípios do interior.
Os R$ 3,41 bilhões representam o maior volume já captado na história do mecanismo. Isso significa que as empresas brasileiras estão mais confiantes em investir em projetos culturais, utilizando o abatimento no Imposto de Renda para fortalecer festivais, livros, peças de teatro e museus.
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