Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Bebida é rica em antioxidantes e compostos bioativos que combatem inflamações e doenças crônicas
Michelly Perez - 14/04/2025 • 12:00
Foto: Freepik
O café, companheiro inseparável de milhões de brasileiros, está pesando cada vez mais no bolso. Mesmo assim, para muitas pessoas é quase que impossível começar o dia sem uma xícara (ou duas), da segunda bebida mais consumida no país. A Revista A Foto revela que as vantagens do consumo da bebida vão muito além do sabor e aroma.
A bebida é rica em antioxidantes e compostos bioativos, como os polifenóis, que combatem inflamações e doenças crônicas. A cafeína, por sua vez, estimula o sistema nervoso central, melhora o desempenho físico e mental e promove o estado de alerta.
No entanto, é preciso equilíbrio uma vez, que o consumo excessivo tem efeitos colaterais: insônia, irritabilidade, taquicardia e aumento da pressão.
A recomendação é de até 400 mg de cafeína por dia (cerca de 3 a 5 xícaras), podendo variar conforme a sensibilidade de cada pessoa. Também pode ocorrer dependência leve, com sintomas como dor de cabeça e fadiga ao interromper o consumo.
Diante da alta do café puro, muitos buscam alternativas mais baratas, como os compostos de café — misturas com açúcar, gordura vegetal e aromatizantes. Embora mais acessíveis, esses produtos tendem a ser menos saudáveis, podendo contribuir para problemas como obesidade e diabetes. Para identificá-los, vale conferir a lista de ingredientes: o ideal é que contenha apenas “café”.
Outra opção é o café de cevada, feito a partir da torra do cereal. Sem cafeína, ele é indicado para quem tem restrição à substância e contém fibras e minerais. No entanto, não substitui os compostos bioativos do café tradicional e contém glúten — contraindicado para celíacos.
Na hora da compra, a dica é evitar produtos com listas de ingredientes longas e desconfiar de nomes difíceis de entender. “O café, quando consumido com moderação, pode trazer benefícios importantes, como aumento da energia, melhora da disposição e da concentração. O problema está no consumo em excesso ou na escolha de produtos que fogem do café puro”, destaca Maria Tainara, nutricionista e professora da Estácio.
Para os paladares mais refinados, o café orgânico, apesar de mais caro, pode ser uma alternativa para quem busca um produto sem agrotóxicos. Nutricionalmente, a diferença é pequena, mas pode ser uma escolha interessante dentro de uma alimentação mais consciente.
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