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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

À mercê da prefeitura, mães atípicas apelam por ajuda do Estado

Comissão criada pelos deputados pretende encontrar uma saída para o sofrimento destas famílias

Michelly Perez - 10/02/2025 • 11:33

Foto: A Foto da Rua

Sem respostas da prefeitura de Campo Grande as mães atípicas recorreram à Assembleia Legislativa em busca de “socorro” na semana passada. Diante do descumprimento das determinações judiciais, os deputados criaram uma Comissão que se reunirá nesta terça-feira (11) com as mães atípicas na tentativa de buscar soluções, junto ao governo do Estado.

No retorno legislativo, as mães utilizaram faixas e cartazes para manifestar o pedido de ajuda para que os filhos recebam os insumos previstos em ordens judiciais. Gleice Jane (PT) foi a primeira a usar a tribuna e disse que o grupo lhe apresentou que, em média, 5 mil crianças dependem do atendimento de demandas via Prefeitura de Campo Grande e que menos de 20% estariam sendo atendidas de fato.

“São mães lutando pela vida de seus filhos e que dependem do Estado, enquanto poder público, para garantir o mínimo de dignidade para a sobrevivência deles”.

Pedro Pedrossian Neto (PSD) também usou a tribuna e apresentou um requerimento pedindo à Mesa Diretora da ALEMS a criação de uma Comissão Temporária de Representação para Monitoramento e Acompanhamento das demandas e reivindicações do Movimento de Mães Atípicas de Campo Grande.

““São fraldas, leites, medicamentos, insumos. Diante do descumprimento de liminares, da tentativa de politização de quem deveria atender o pleito legítimo, quero fazer a reflexão que existem mães sul-mato-grossenses e que, portanto, se a Capital não conseguiu, que possamos encontrar o diálogo, de maneira dentro da lei, para que o Estado seja solidário”, disse.

Da mesma forma, a deputada Lia Nogueira (PSDB) apoiou a criação. “Quero dizer a essas mães, que são atípicas como eu, que chega a ser deprimente ver que elas estão aqui novamente. A gente sabe que quando você tem um diagnóstico, mãe nenhuma o quer, porque o chão se abre e a gente cai lá dentro. Começa uma batalha por direitos. Quando a Prefeitura retira esse direito, do leite, da alimentação, dos insumos, a gente tira o direito à vida”, pontuou.

O apoio também veio de João Henrique (PL), que relembrou que sua família criou uma das primeiras escolas da cidade voltadas especificamente para atípicos. “Temos o dever de tratar diferente os diferentes, para que possamos chegar ao justo. Todos os parlamentares, vamos pegar essas crianças no colo, vamos entrar na casa dessas famílias, vamos fotografar, vamos levar aos poderes constituídos, vamos doar emendas parlamentares. Esse assunto me indigna. Vemos o governador colocando orçamento de bilhões. E estamos com problema de fralda? Remédio?. Somos corresponsáveis”, destacou.

O debate foi proposto pelo deputado Pedrossian Neto (PSD) e também devem participar as deputadas Gleice Jane (PT) e Lia Nogueira (PSDB) e o deputado João Henrique (PL). O encontro está previsto para acontecer a partir das 14, na Sala Cabo Almi.

Tags: ALEMS, Deputados, Mães atípicas,