Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Evento reuniu milhares de pessoas, mas falhas na organização geraram congestionamentos, demora e relatos de desespero entre fãs
Michelly Perez - 10/04/2026 • 09:53
Foto: reprodução: redes sociais
Um ambulante identificado como Leandro Pereira Alfonso morreu na noite desta quinta-feira (9), após sofrer um mal súbito nas proximidades do Autódromo Internacional de Campo Grande, onde era realizado o show da banda Guns N’ Roses. O caso ocorreu na área externa do evento, que reuniu milhares de pessoas na Capital.
De acordo com informações, Leandro trabalhava vendendo água no entorno do local quando passou mal. Policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar foram acionados e iniciaram os primeiros atendimentos, com apoio de equipes do Corpo de Bombeiros que já estavam de prontidão para o evento.
Os socorristas teriam realizado manobras de reanimação com o uso de uma unidade de resgate avançado, mas o ambulante não resistiu e teve o óbito constatado ainda no local.
Além da fatalidade, o evento foi marcado por uma série de problemas de organização que impactaram diretamente o público. Relatos apontam que motoristas chegaram a esperar mais de cinco horas dentro dos carros para conseguir acessar o autódromo. Houve também quem abandonasse veículos e seguisse a pé pela BR-262 ou recorresse a motociclistas por aplicativo para tentar chegar ao local.
Filas quilométricas se formaram nas vias de acesso, evidenciando dificuldades na logística para um evento de grande porte. Nas redes sociais, participantes também relataram registros de brigas, dificuldade de acesso à entrada e demora excessiva para deixar o local após o término do show — em alguns casos, superior a seis horas.
Dias antes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), confirmou que reforçaria o policiamento na BR-262 diante da expectativa de público estimada em cerca de 35 mil pessoas. O projeto incluia a fiscalização de trânsito, uso de bafômetros, monitoramento com drones e restrição temporária para veículos de carga em determinados trechos da rodovia.
Mesmo com o planejamento, os transtornos registrados levantam questionamentos sobre a capacidade de organização e infraestrutura para receber eventos desse porte em Campo Grande, especialmente em locais com acesso limitado e alto fluxo de veículos e pedestres.
Diante do cenário, fica o questionamento: a Capital está, de fato, preparada para integrar o circuito de grandes shows nacionais e internacionais com segurança e estrutura adequadas ao público?
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