Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Campanha da Embratur e do Instituto Arara Azul levou ação de adoção simbólica de araras-canindé à ITB China
Michelly Perez - 09/06/2026 • 10:45
Foto: Casal de Araras-Canindé (Ara ararauna) / Instituto Arara Azul.
As araras-canindé (Ara ararauna), símbolo de Campo Grande (MS), cruzaram fronteiras simbólicas e chegaram até a China em uma ação de promoção da biodiversidade brasileira durante a ITB China, principal feira de turismo B2B do setor no país asiático, realizada entre 26 e 28 de maio, em Xangai.
A iniciativa foi conduzida pela Embratur em parceria com o Instituto Arara Azul, que levou à feira a campanha de adoção simbólica das grandes araras, com destaque para as canindés e também para a arara-azul, reforçando a conexão entre turismo e conservação ambiental.
Durante o evento, a Embratur apresentou uma ação de engajamento voltada ao público internacional, dentro da campanha “Venha viver um país extraordinário. Brasil”, que utiliza a arara-azul como símbolo da biodiversidade nacional. No material exibido, a ave conduz os espectadores por destinos turísticos como Pantanal, Rio de Janeiro, Lençóis Maranhenses e Foz do Iguaçu, destacando paisagens naturais e manifestações culturais brasileiras.
Segundo a diretora executiva do Instituto Arara Azul, Eliza Mense, o turismo pode ser um importante aliado da conservação ambiental ao gerar recursos e ampliar a conscientização sobre a preservação da natureza. Ela destaca que o trabalho desenvolvido com as araras-azuis no Pantanal e com as canindés em Campo Grande busca integrar convivência urbana e proteção da fauna.
“Concilia a biodiversidade com ações que permitam às pessoas interagirem com a natureza sem prejudicar o ambiente, seja ele natural ou urbano”, afirmou.
A campanha também incluiu a adoção simbólica de araras-canindé dentro da ação “Adote uma Grande Arara”, que busca aproximar o público das pesquisas científicas e das iniciativas de conservação. Na feira, parceiros chineses receberam kits com pelúcias das aves, certificados de adoção e relatórios técnicos sobre os animais apadrinhados.
De acordo com Eliza Mense, foram adotadas simbolicamente 58 araras-canindé, além de uma arara-vermelha e uma arara-azul durante a ação promovida pela Embratur. A iniciativa integra um modelo de turismo regenerativo que busca criar vínculos afetivos com a conservação ambiental.
Os programas de apadrinhamento fazem parte de um conjunto mais amplo de projetos do instituto, como o “Adote um Ninho” e o “Adote um Filhote”, que apoiam pesquisas de campo e ações de educação ambiental.
Em Campo Grande, o comportamento das araras-canindé é monitorado desde o fim da década de 1990, quando a espécie começou a se adaptar ao ambiente urbano, encontrando alimento e locais de reprodução em palmeiras mortas.
O trabalho evoluiu para estudos científicos mais aprofundados, culminando na criação do projeto “Aves Urbanas – Araras na Cidade”, que investiga a biologia da espécie e sua interação com o espaço urbano, além de utilizá-la como ferramenta de educação ambiental e ecoturismo.
Fundado a partir das pesquisas da bióloga Neiva Guedes, o Instituto Arara Azul atua desde 2003 na conservação de aves em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e, mais recentemente, na Amazônia. O trabalho é reconhecido internacionalmente pelos resultados na preservação da arara-azul-grande no Pantanal.
A campanha reforça a estratégia de internacionalização do turismo brasileiro aliada à conservação da fauna, aproximando públicos estrangeiros da biodiversidade do país.
Vídeo oficial da campanha: https://www.youtube.com/@visitbrasi
Tags: Araras-canindé, brasil, China,