Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Unindo inovação e arte, marca transforma células em pesquisa real e cria tatuagem inédita
Michelly Perez - 20/04/2026 • 08:19
Foto: divulgação
A Avon alcança um marco inédito na indústria da beleza com o desenvolvimento da primeira pele bioimpressa capaz de reproduzir com precisão os efeitos da menopausa. Criado em laboratório, o modelo simula transformações típicas dessa fase, como perda de colágeno, diminuição da densidade e ressecamento intenso da pele, consolidando a marca Renew como referência em inovação voltada aos ciclos femininos.

Modelo simula as transformações da pele feminina
A tecnologia permite análises mais controladas e aprofundadas, acelerando o desenvolvimento de produtos mais eficazes e personalizados. Desenvolvido no Centro de Inovação da Avon no Brasil — um dos mais avançados da América Latina —, o projeto coloca o país no centro das discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade da pele. Com mais de 70% da equipe científica formada por mulheres, a Avon se posiciona como uma verdadeira Femtech, unindo ciência avançada às demandas femininas.
O avanço complementa uma pesquisa mais ampla em parceria com a Science Valley, que acompanhará 1,5 mil mulheres em todas as capitais do Brasil, gerando dados inéditos sobre os impactos biológicos, sociais e emocionais da menopausa.
“Um dos grandes diferenciais é que utilizamos células de mulheres brasileiras, garantindo representatividade e precisão para a nossa realidade”, explica Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele da Avon.
Além disso, segundo Tatiana Ponce, CMO e head de Inovação da Natura e Avon a menopausa ainda é um território pouco explorado pela ciência da beleza, apesar de impactar profundamente a vida de milhões de mulheres.
“Com essa inovação, damos um passo importante para transformar conhecimento em cuidado, oferecendo soluções mais assertivas e respeitosas com a complexidade dessa fase da vida”.
Além da inovação científica, a Avon levou o projeto para a arte. Em parceria com os artistas de efeitos especiais Shiyozi Izuno e Júlio Aires, foi realizada a primeira tatuagem em pele bioimpressa em 3D simulando os efeitos da menopausa, materializando o manifesto “Sua pele não é um teste”.

Microtextos na pele artificial
O trabalho exigiu técnicas delicadas de impressão UV para transferir microtextos para a pele cultivada, criando uma intervenção artística inédita que conecta ciência e sensibilidade estética.
Segundo Izuno, o processo de escrita na pele exigiu muita pesquisa devido à necessidade de técnicas extremamente delicadas.
“Por ser uma pele biológica de apenas 4 mm, cultivada em laboratório para simular a menopausa, o processo foi complexo. Testamos várias alternativas até chegarmos ao decalque. A aplicação exigiu um ambiente controlado e equipamentos adequados até alcançarmos o resultado: a pele escrita!”, afirma o artista.
O projeto da Avon exemplifica como ciência, tecnologia e arte podem se unir para criar avanços significativos, promover representatividade e ampliar o debate sobre a menopausa, transformando dados e pesquisa em cuidado real para as mulheres.