Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
A criação desse ambiente acolhedor não apenas suaviza o processo de tratamento, mas também auxilia na compreensão e recuperação dos pacientes
Da redação - 29/11/2023 • 17:00
Brinquedoteca/Bruno Rezende
Nesta quarta-feira (29), a Rede Hemosul MS deu um passo significativo em direção ao cuidado e bem-estar das crianças com hemofilia e outras coagulopatias ao inaugurar uma brinquedoteca especialmente dedicada a elas. Fruto da parceria entre a Rede Hemosul MS e a Aphems (Associação de Pessoas com Hemofilia de Mato Grosso do Sul), essa iniciativa visa proporcionar momentos de lazer, aprendizado e diversão por meio de brincadeiras e atividades de leitura.
O evento de inauguração foi marcado por atividades cativantes voltadas para as crianças, como teatro de fantoches e contação de histórias, proporcionando um ambiente acolhedor e lúdico. Localizada no Ambulatório de Coagulopatias e na Farmácia de Distribuição de Hemoderivados do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, essa brinquedoteca é parte de um projeto mais amplo que busca criar espaços educativos e recreativos para esses pequenos pacientes.
Um dos beneficiados por essa iniciativa é Benjamin Franco, um garotinho de seis anos que foi diagnosticado com hemofilia logo aos 9 dias de vida. Desde então, seu acompanhamento médico é realizado no Hospital Regional. Benjamin realiza transfusões em casa, com suporte fornecido pelo Hemosul, e faz consultas a cada três meses, além de, em situações de emergência, frequentar o hospital.
Seu pai, João Eduardo Franco, compartilha a felicidade do filho com esse novo espaço, que oferece brinquedos, uma biblioteca infantil e atividades de contação de histórias. “Ele gostou. São os amiguinhos que ele já está acostumado, as crianças que já fazem hidroterapia, a gente já acompanha desde que ele nasceu também. Agora, isso vai fazer muita diferença”, comenta João Eduardo.
A criação desse ambiente acolhedor não apenas suaviza o processo de tratamento, mas também auxilia na compreensão e recuperação dos pacientes, especialmente durante a infância. O médico Antônio Lastória, superintendente de Relações Intersetoriais da SES (Secretaria de Estado de Saúde), destaca a importância de projetos como este.
“Elas já vêm de um tratamento um pouco tenso, todo e qualquer tratamento gera essa tensão. Ter um espaço de relaxamento e a oportunidade de sair um pouco da questão da doença é importante até para a recuperação do próprio paciente”, afirma o médico.
A brinquedoteca destinada a essas crianças com coagulopatias não só proporciona momentos de alegria, mas também se torna um ambiente terapêutico que contribui significativamente para a jornada desses pequenos guerreiros em sua luta contra a doença.