Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Campo Grande viu uma redução de 1,20% no custo médio da cesta básica, destacando-se entre as capitais com variação negativa
Da redação - 06/12/2023 • 17:00
Cesta básica/Antônio Cruz ABR
Novembro trouxe mudanças no custo da cesta básica em várias capitais brasileiras, revelando uma realidade dinâmica na alimentação das famílias. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Dieese, nove das 17 capitais analisadas viram um aumento nos preços.
Brasília liderou o aumento, com um acréscimo de 3,06%, enquanto Natal registrou a maior queda, com uma redução de 2,55%. Em meio a esse cenário, Campo Grande viu uma redução de 1,20% no custo médio da cesta básica, destacando-se entre as capitais com variação negativa.
São Paulo ostentou a cesta mais cara do país, alcançando aproximadamente R$ 749,28 em novembro, enquanto nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os valores menores foram observados em Aracaju (R$ 516,76), João Pessoa (R$ 548,33) e Salvador (R$ 550,86).
Esses números não são apenas estatísticas. Refletem uma realidade que vai além dos números: o Dieese calculou o salário mínimo ideal para suprir não apenas as despesas alimentares, mas também moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor apontado foi de R$ 6.294,71, aproximadamente 4,77 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.320.
Essas variações não só delineiam os desafios econômicos enfrentados pelas famílias brasileiras, mas também destacam a importância de políticas públicas que garantam acesso a alimentos básicos e essenciais a preços acessíveis. Em Campo Grande e no Brasil, a dinâmica da cesta básica não é apenas um reflexo de números, mas sim uma representação tangível das necessidades fundamentais de todos os cidadãos.