Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
moradores de Campo Grande já enfrentam enchentes, queda de granizo e prejuízos pela queda de árvores
Michelly Perez - 19/02/2026 • 08:29
Foto: divulgação
A tão esperada chuva que chegou para quebrar o bloqueio atmosférico em Mato Grosso do Sul veio acompanhada de força destruidora. Se por um lado a circulação anticiclônica perdeu intensidade — permitindo máximas mais amenas em torno de 30°C para os próximos dias —, por outro, o volume de água e a ventania deixaram marcas de caos em diversos bairros de Campo Grande entre a noite de quarta e a manhã desta quinta-feira (19).
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A queda de uma árvore de grande porte em uma praça no Bairro São Francisco ilustra o lado amargo das tempestades de verão. O morador viu o imóvel da família, onde vive há quase 50 anos, ser atingido por galhos que destruíram o muro, o portão, o padrão de energia e o telhado.
De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, os números confirmam a intensidade do fenômeno. Em Campo Grande, a madrugada registrou ventos sucessivos de 54,5 km/h e 57,6 km/h nas regiões do Aeroporto e Vila Popular.
Acumulados: Somente entre a noite de ontem e a manhã de hoje, a Capital registrou mais de 43 mm de chuva.
Pontos Críticos: Houve registro de queda de granizo e enchentes severas nas regiões do Jardim Imá e Serradinho, onde enxurradas chegaram a arrastar veículos e invadir residências.
Interior: Cidades como Água Clara (6,0 mm) e Três Lagoas (4,2 mm) também registraram instabilidades, mas com menor impacto que a Capital.
O cenário meteorológico em Mato Grosso do Sul deve começar a mudar a partir desta sexta-feira (20). A mudança no tempo exige atenção. A previsão indica que as chuvas podem vir acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento que variam entre 40 e 60 km/h, podendo superar essa marca em pontos isolados. Entre sábado (21) e segunda-feira (23), o Cemtec alerta para a possibilidade de acumulados significativos, ultrapassando os 40 mm em apenas 24 horas.
Apesar da previsão de chuva, o alívio térmico não será imediato em todas as áreas. Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, os termômetros ainda podem registrar máximas entre 35-38°C, com a umidade relativa do ar atingindo níveis críticos, entre 20% e 40%.
O modelo meteorológico aponta que esta é apenas a primeira fase de um período mais úmido. Até o dia 6 de março, a expectativa é de que os acumulados de chuva ultrapassem os 100 mm, com maior intensidade nas regiões centro-norte e noroeste do Estado.
Tags: chuva, Clima, Meteorologia,