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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Com ‘pesque e solte’ liberado a partir de amanhã confira as regras que seguem mantidas

Confira dicas importantes para garantir uma pesca segura e respeitando o período reprodutivo das espécies

Michelly Perez - 31/01/2025 • 10:23

Foto: reprodução-internet

A modalidade ‘pesque e solte’ voltará a ser permitida na calha do rio Paraguai a partir de amanhã (1º), contudo, para os amantes da pesca,  mesmo com a liberação é preciso ter atenção, já que o período de defeso continua nos rios de Mato Grosso do Sul até 28 de fevereiro.

Dentre os cuidados que deverão ser adotados está o uso de anzóis lisos e sem farpas que é obrigatório, assim como a devolução imediata do peixe ao mesmo local de onde foi retirado. A prática é restrita à calha do rio Paraguai e está proibida em áreas como baías, lagos, lagoas marginais, banhados e outros cursos d’água conectados. Também não é permitida na foz dos afluentes.

Além disso, é imprescindível que o pescador possua a Autorização Ambiental para Pesca Amadora, especificamente na modalidade ‘pesque e solte’, emitida antes da atividade.

 

Penas variam entre 1 a 3 anos

O desrespeito à legislação pode acarretar sérias consequências. Pescadores flagrados em irregularidades poderão ser detidos e levados à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Caso condenados, estão sujeitos a penas que variam de um a três anos de detenção, além de ter material de pesca, embarcações, motores e veículos apreendidos.

O período de defeso das espécies, instituído para garantir a reprodução e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros, é uma medida essencial para a preservação do ecossistema aquático. A liberação do “pesque e solte” é um passo estratégico para incentivar a pesca esportiva sustentável sem comprometer a fauna dos rios de Mato Grosso do Sul.

Dicas essenciais

Se você pratica a pesca esportiva, adotar boas práticas no manuseio dos peixes faz toda a diferença. Confira algumas dicas importantes.

Posição correta: se precisar retirar o peixe da água, mantenha-o sempre na posição horizontal e pelo menor tempo possível fora d’água. Isso reduz o impacto sobre sua respiração e estrutura corporal.

Manuseio mínimo: evite tocar diretamente na pele do peixe. O contato excessivo pode remover a camada de muco protetor, tornando-o mais vulnerável a doenças.

Cuidado com o anzol: caso o peixe tenha engolido o anzol, não tente removê-lo à força. Cortar a linha rente à boca pode ser a melhor opção para evitar ferimentos graves.

Proteja as brânquias: nunca coloque as mãos nas guelras do peixe! Essa estrutura é fundamental para a respiração e qualquer dano pode ser fatal.

Evite o estresse: quanto mais tempo o peixe passar se debatendo, maior o risco de desenvolver infecções por fungos e bactérias, podendo levar ao óbito. Seja rápido e eficiente ao soltá-lo.

Liberação correta: assim que capturar o peixe, devolva-o imediatamente ao mesmo local de onde foi retirado. Faça isso com calma, sem movimentos bruscos, garantindo que ele possa nadar novamente sem dificuldades.

Tags: Meio ambiente, Pesque e solte, Rio Paraguai,