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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Com quatro fiscais, Agereg admite dificuldade na fiscalização e classifica 300 ônibus como “ultrapassados”

Vereadores indicam que veículos do Consórcio Guaicurus podem chegar a ter 13 anos de uso

Michelly Perez - 06/05/2025 • 07:23

Foto: Izaías Medeiros

O diretor-presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Público, José Mário Antunes, prestou depoimento ontem (5), na CPI do Transporte Público e disse que a auditoria do dia 30 de abril apontou que 300 veículos da frota de ônibus estão acima do limite prudencial de uso, ou seja, “fora da data de validade”.

Segundo Antunes, a agência tem a obrigação de fiscalizar o contrato de concessão do serviço de transporte público e demais concessões, mas esbarra na falta de fiscais, atualmente a agência conta com apenas quatro.

Atualmente, a frota do Consórcio é composta por 460 veículos, sendo 71 com menos de dois anos de fabricação; 58 com fabricação entre quatro e seis anos; 20 fabricados há sete anos e; 11 há oito anos.

“Nós iremos notificar o Consórcio nos próximos dias para realizar a renovação da frota. Os próximos passos são autuação e aplicação de multa. Creio que até o fim do ano seja possível adquirir 300 novos veículos. Avaliamos também a possibilidade desses veículos serem movidos à gás natural.”, afirmou José Mário.

Idade-média

Uma das principais queixas da população são os veículos quebrados, que deixam os trabalhadores “na mão” em pleno trajeto. Durante a oitiva, foi divulgado que a idade-média dos 460 veículos que operam no Consórcio Guaicurus está por volta de 8,4 anos.

“Porém, recebemos documentos que indicam que essa idade-média da frota pode ser muito maior”, disse o presidente da CPI, vereador Dr. Livio.

“Temos documentações de veículos que foram fabricados há 13 anos”, acrescentou a vereadora Ana Portela, relatora da Comissão. O TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) firmado com Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado estabelece que a idade-média da frota de veículos deve ser de cinco anos.

Denúncias

Na sessão dessa segunda-feira, os membros da CPI atualizaram o número de denúncias que chegaram aos canais de comunicação com a população. Até o momento foram formalizadas 470 queixas contra o serviço de transporte público da Capital.

Próxima Oitiva

Na próxima quarta-feira (7), a CPI do Transporte Público realiza às 13h a oitiva de Giuseppe Bitencourt, Auditor-Chefe de Planejamento da Agetran, e às 15h será ouvido Luiz Cláudio Pissurno Alves, Auditor-Chefe de Execução da Agetran. Os trabalhos acontecem no Plenarinho Edroim Reverdito, na Câmara Municipal de Campo Grande.

Tags: Capital, CPI, Transporte Coletivo,