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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Profissionais da enfermagem estão sobrecarregados e denunciam as condições

Vídeo. Acumulando reclamações Conselho vistoriou três UPAs nesta tarde

Da Redação - 01/05/2024 • 19:06

Visita UPAs/Reprodução-Coren

O aumento na procura de atendimentos nas unidades de saúde, na rede pública e particular, está sobrecarregando as equipes de enfermagem. Além disso, os profissionais se sentem desamparados por parte do poder público.

Para a Revista A Foto, Leandro Dias, presidente do Coren-MS (Conselho Regional de enfermagem de Mato Grosso do Sul), destaca que as equipes não foram reforçadas na rede pública e após denuncias, foi realizada uma visita nas UPAs Leblon, Universitário e Coronel Antonino para verificar as condições de trabalho da categoria.

“Estão sobrecarregados, aumentou a demanda de atendimento e a equipe não recebeu reforço. Hoje às 14 horas o Coren-MS, juntamente com o Sinte- PMCG realizou uma visita nas principais UPAs para verificar as condições de trabalho e chamarmos a atenção do poder público sobre a necessidade de adequação da equipe de enfermagem”, adiantou.

Questionado sobre o decreto de emergência em Saúde publicado ontem (30), pela Prefeitura de Campo Grande e que supostamente, prevê recursos adicionais para o aumento no número de leitos e a contratação de mais profissionais de saúde. Leandro cita que o ritmo de reposições não acompanha a demanda.

“Questionei a secretária de saúde ontem, a Sr. Rosana, porque os médicos foram ajustados os quantitativos, porém a mesma disse que irão trabalhar para repor a vacância da enfermagem o que não resolve, porque além do déficit, existe o aumento de demanda que precisa ser ajustado”, destacou.

‘O profissional sobrecarregado de hoje é o afastado de amanhã’

Na rede privada, os atendimentos nos prontos-socorros também dispararam. De acordo com a vice-presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores da Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Helena Delgado esse período de epidemia é o que aumenta os acidentes de trabalho.

“Quando existe um surto, uma epidemia, os profissionais de saúde também se contaminam, seja por um vírus respiratório ou dengue. Com isso, ele se afasta, gerando uma sobrecarga para o profissional que fica e que precisa cumprir a jornada e o serviço que antes era dividido com outro. Aí é que aumentam os acidentes de trabalho, pelo aceleramento das atividades, manuseio de instrumentos e assistência para atender o paciente”, alerta.

Agora, os sindicatos farão um documento em conjunto para a secretária municipal de saúde solicitando urgentemente que as vacâncias de profissionais sejam preenchidas.

 

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