Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Com falta de leitos, somente na última sexta-feira (28) foram mais de 13 pedidos para internação via judicial
Michelly Perez - 01/04/2025 • 08:17
Foto: Marcos Maluf
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul informou que a demanda por vagas cresceu de 55 casos/mês para 90 entre fevereiro e março de 2025, um aumento de quase 64% em somente um mês. em acompanha a falta de vagas hospitalares diante do agravamento da crise na saúde pública de Campo Grande. A maioria dos pacientes que buscam ajuda estão nas UPAs e CRS da Capital, sem previsão de transferência.
“A maioria dos casos envolve pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, 90% dos assistidos que buscam vagas hospitalares vêm de unidades do Centro Regional de Saúde (CRS) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), evidenciando a sobrecarga nesses serviços”, destaca a coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz.
Na última sexta-feira (28), somente até o início da tarde, a Defensoria já havia recebido 13 pedidos para internação hospitalar, um número considerado atípico, já que a média semanal costumava ser de seis solicitações.
“Nestes casos, a Defensoria atua por meio de ações individuais para garantir a internação dos pacientes, mas também trabalha em uma frente coletiva para estabelecer um fluxo mais rápido para esses atendimentos”, detalha a defensora.
Com esse objetivo, a coordenadora do NAS se reuniu nesta terça-feira (1º), com a gestão da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande.
O encontro teve o objetivo de otimizar o processo de encaminhamento de pacientes e acelerar o acesso aos leitos hospitalares, diante da crescente demanda.