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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Diante da inércia da prefeitura em ampliar leitos, MPE diz que crianças podem ser transferidas a outros estados

Com bebês internados de forma improvisada em UPAs e CRSs, promotoria exige medidas emergenciais

Michelly Perez - 02/05/2025 • 07:57

Foto: Marcos Maluf-Arquivo

O Ministério Público se reuniu nesta semana com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para exigir que o município adote um protocolo emergencial de atendimentos.

A Coordenadora do Núcleo de Apoio Especial à Saúde disse que nos últimos três anos a prefeitura não ampliou leitos e que no atual cenário, crianças podem ser transferidas entre municípios e até mesmo, a outros estados.

“O MPMS tem cobrado medidas urgentes e efetivas de aumento de leitos pediátricos e de UTI pediátrica na capital, porém, o que se constata é a permanência de crianças por dias em UPAs, CRS e prontos-socorros dos hospitais no aguardo de leitos”, afirmou Daniela Cristina Guiotti.

Campo Grande vive uma crise no sistema de atendimentos com 1.048 casos de SRAG e 72 óbitos, as unidades de saúde enfrentam desde superlotação, até a falta de insumos básicos como soro para hidratação e algodão (conforme noticiado anteriormente pela Revista A Foto).

Plano Emergencial

Dessa forma, o MPMS notificou a gestão municipal sobre a necessidade de elaboração de um plano emergencial para leitos pediátricos e UTIs pediátricas.

Assim, o MP pontuou a necessidade de remoção das crianças para leitos da rede privada de Campo Grande e, na falta deles, leitos de outros municípios do Estado de Mato Grosso do Sul e, caso ainda seja necessário, leitos de outros estados da federação, garantindo-se a remoção de crianças e de seus responsáveis por UTI aérea.

Além disso, o município deverá organizar seus serviços para aumentar, de forma permanente, a oferta de leitos clínicos pediátricos e de UTI pediátrica.

 

Tags: Crianças, Leitos, Sesau,