Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Com 7,8 mil doses nas geladerias, Estado aguarda regularização do Ministério da Saíde para liberar envio aos municípios
Michelly Perez - 25/02/2026 • 10:00
Foto: reprodução-SES
A distribuição da nova remessa de vacinas contra a dengue em Mato Grosso do Sul esbarrou em um problema técnico. Apesar de o Estado já ter recebido 7.878 doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan, divergências identificadas nos lotes das embalagens impediram, por ora, o início da vacinação.
As doses chegaram à Rede de Frio Estadual no último dia 23 dentro da estratégia nacional coordenada pelo Ministério da Saúde. O lote é destinado exclusivamente à imunização de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS e corresponde a 55% do público-alvo estimado nesta primeira fase.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Coordenadoria de Imunização já fez o alinhamento técnico com os 79 municípios e repassou orientações sobre planejamento, armazenamento e organização da campanha. No entanto, a inconsistência nos lotes foi comunicada à VTCLOG e ao Programa Nacional de Imunizações.
Com isso, o Estado ainda não consegue emitir as notas fiscais pelo sistema SIES — etapa necessária para enviar as vacinas às cidades. A expectativa é de que o Ministério da Saúde resolva a situação o mais rápido possível.
Nesta fase inicial, a imunização não será aberta ao público geral. O foco são trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), incluindo:
médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem
odontólogos e auxiliares
equipes multiprofissionais (nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos)
agentes comunitários de saúde (ACS)
agentes de combate às endemias (ACE)
profissionais administrativos e de apoio das unidades
A vacina é de dose única, aplicada por via subcutânea, e indicada para pessoas de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias, independentemente de infecção prévia por dengue.
Campo Grande receberá a maior fatia do lote, com 1.962 doses, seguida por municípios como Dourados (377), Ponta Porã (243) e Três Lagoas (245).
Enquanto a vacinação não começa, a SES reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia contra dengue, chikungunya e zika. Eliminar água parada, manter caixas d’água vedadas e colaborar com agentes de endemias seguem como medidas fundamentais.
Assim que houver a regularização dos lotes, o Estado deve anunciar oficialmente o envio das doses e o início da estratégia de imunização.
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