Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Chegada de novos investimentos e da Rota Bioceânica influenciam na necessidade de mais unidades
Michelly Perez - 15/01/2025 • 10:49
Foto: Marcos Maluf-arquivo
Em um período onde a demanda por atendimento de saúde mental cresce a cada dia, uma pesquisa realizada pelo Ministério Público identificou que apenas os municípios de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá contam com um Centro de Atenção Psicossocial e recomendou a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial.
A implantação do CAPS é realizada com base em um critério populacional, estabelecido pelo Ministério da Saúde. Conforme o órgão do governo federal, municípios com população acima de 15 mil habitantes devem instituir ao menos o CAPS I, a modalidade mais básica de atendimento via SUS a pessoas que apresentem intenso sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais.
Com base neste critério, o NAES está orientando Promotores de Justiça de 16 municípios do Estado a recomendar aos gestores eleitos em 2024 a implantação e funcionamento regular do CAPS I nestas cidades.
É o caso de Amambaí, Ivinhema, Miranda, Itaporã, Anastácio, Jardim, Ribas do Rio Pardo, Nova Alvorada do Sul, Ladário, Fátima do Sul, Itaquiraí, Mundo Novo, Terenos, Coronel Sapucaia, Iguatemi e Paranhos.
Outros municípios do Estado, ainda que não se enquadrem no critério populacional estabelecido pelo Ministério da Saúde, também são monitorados pelo MPMS levando em conta a expansão prevista para os próximos anos.
Porto Murtinho, por exemplo, conta atualmente com 12.859 habitantes, porém, espera-se que haja aumento da população volante nos próximos anos e, consequentemente, da demanda por atendimento em saúde mental.
Diante do cenário, o MPMS, por meio do NAES e da Promotoria de Justiça de Porto Murtinho, solicitou aos gestores públicos do município a implantação de um CAPS I e, em novembro do ano passado, obteve da secretária municipal de Saúde, Rita de Cássia Padilha, o compromisso de que isso será feito ainda em 2025.
O mesmo ocorre na cidade de Inocência, que tem pouco mais de 4 mil habitantes, mas, deverá passar por um “boom” populacional com a chegada do grupo Arauco.
“Por meio de tais ações, o MPMS espera que toda a população de Mato Grosso do Sul possua acesso regular e digno aos equipamentos de saúde mental. Os CAPS, enquanto unidades de porta aberta, oferecem atendimento humanizado e integrado às pessoas em sofrimento mental grave ou em situação de crise”, considera a coordenadora do NAES, a Promotora de Justiça Daniela Guiotti.
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