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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Dourados intensifica combate à chikungunya com centro de emergência e reforço federal

Prefeitura coordena ações contra a epidemia, enquanto envio de agentes amplia resposta em áreas críticas

Michelly Perez - 06/04/2026 • 12:50

Foto: Edjalma Borges/MS

A cidade de Dourados reforçou as estratégias de enfrentamento à chikungunya com a criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), ao mesmo tempo em que recebe apoio federal para conter o avanço da doença.

Instituído pelo Decreto nº 610, assinado pelo prefeito Marçal Filho, o COE foi criado diante do cenário epidemiológico preocupante no município, que registra aumento expressivo de casos, alta taxa de positividade (74,9%) e cinco mortes confirmadas — todas na Reserva Indígena.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 2.680 casos prováveis da doença, com 1.387 confirmações, além de outros 1.831 em investigação. Há ainda duas mortes sob análise, também de moradores da Reserva Indígena.

Força-tarefa conjunta

O novo centro já iniciou as atividades com reuniões diárias para avaliação da situação e definição de medidas imediatas. A estrutura segue o modelo do Sistema de Comando de Incidentes, permitindo ações flexíveis conforme a evolução da epidemia. Entre as atribuições estão o monitoramento contínuo dos casos, coordenação da vigilância epidemiológica e organização da rede de atendimento.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o COE atua com comando unificado e integração entre os órgãos, incluindo assistência social, defesa civil e serviços urbanos, com foco na transparência e resposta rápida à crise.

“O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública tem um comando unificado que define operações, planejamento, comunicação e informação, tratando o problema com a máxima transparência”, explica o secretário de Saúde.

Reforço das equipes

Paralelamente, o Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias para reforçar as ações no município. As equipes atuam principalmente em áreas indígenas, consideradas as mais afetadas pela doença.

A força-tarefa federal também inclui atendimentos médicos, visitas domiciliares e medidas de controle do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Recursos emergenciais foram liberados e novas contratações estão previstas para ampliar a capacidade de resposta.

Com a atuação conjunta entre município, estado e União, a expectativa é reduzir o número de casos e conter a disseminação da chikungunya, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Tags: Arboviroses, Dourados, saúde,