Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Ao todo, serão R$ 10 bilhões em investimentos; consórcio K&G, fez proposta com maior desconto, 9%, e aporte de R$ 217,3 milhões
Michelly Perez - 09/05/2025 • 07:30
Foto: Saul Schramm/Secom
Maio já entrou para a história como o mês Mato Grosso do Sul na B3. Ontem (8), foi a vez do consórcio K&G – encabeçado por K-Infra e Galapagos – arrematar a Rota da Celulose, na Bolsa de Valores de São Paulo. Com isso, as empresas assumem o comando da MS-040, MS-338 e MS-395 e os trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267, totalizando 870,3 km.
Dentre os serviços que estão previstos em contrato estão: a recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do sistema rodoviário por 30 anos. Serão 115 km em duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km em terceiras faixas, 12 km de marginais, implantação de 38 km em contornos de municípios. A malha passará ainda a ter 100% de acostamento.
Ao todo, serão R$ 10,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. A concessionária deverá implantar e operacionalizar veículos de inspeção para controle do tráfego e instalar três Postos de Parada e Descanso (PPD). Um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267).
Após o desastre da concessão da Br-163, que é alvo de críticas constantes pelo não cumprimento das exigências contratualizadas. O governador Eduardo Riedel garantiu que acompanhará os avanços dos investimentos de perto, para que o projeto seja 100% executado.
“Este projeto foi discutido nos últimos dois anos, com muitas reuniões e planejamento para chegarmos ao final deste processo no dia de hoje, com empresas que acreditaram na proposta, todas idôneas. Daqui para frente seremos parceiros nos desafios para que o projeto seja feito de maneira exata como foi elaborado”, destacou Riedel.
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