Uma mulher foi condenada por estelionato continuado após manter, por quase três anos, um esquema de fraudes baseado em histórias falsas de doenças, mortes e situações familiares inexistentes. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande.
A sentença, assinada pelo juiz Deyvis Ecco, aponta que a ré utilizava narrativas dramáticas para sensibilizar as vítimas e obter dinheiro, quase sempre em espécie. Entre os episódios descritos no processo está a simulação da morte de uma criança fictícia para solicitar valores destinados a um suposto funeral.
Durante a investigação, a acusada confessou ter se inspirado no livro A Câmara de Gás, do escritor John Grisham, para estruturar os relatos e torná-los mais convincentes. Também foi apreendido um carimbo médico falsificado, utilizado para reforçar pedidos de recursos sob alegação de tratamentos urgentes.
De acordo com os autos, o prejuízo ultrapassou R$ 412 mil. A pena fixada foi de 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. A substituição por penas restritivas de direitos foi negada diante da gravidade dos fatos.