Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
O acolhimento é realizado pela equipe multidisciplinar por meio do agendamento e da escuta qualificada
Da redação - 22/10/2023 • 06:00
Violência sexual/Osmar Daniel Veigas
Para ajudar no enfrentamento à violência sexual contra às mulheres e garantir a elas o direito de assistência especializada e acolhimento humanizado, hospitais universitários federais vinculados à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) oferecem atendimento e apoio a vítimas de violência sexual, de forma gratuita, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Em Mato Grosso do Sul, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap_UFMS) possui o Serviço de Atenção ao Aborto Legal e Violência Sexual e atende mulheres vítimas de violência sexual e que por consequência resultou em gravidez.
Além dessa demanda, atende pelo serviço os casos de direito a interrupção da gestação nos casos de risco materno e nos casos de anencéfalos.
O acolhimento é realizado pela equipe multidisciplinar por meio do agendamento e da escuta qualificada (escutar a pessoa com atenção, cuidado e com demonstração de interesse pelo que aconteceu com ela), buscando atender de forma a não revitimizar (não fazer com que ela viva novamente toda a situação que aconteceu para diminuir seu sofrimento) a mulher, a criança ou adolescente e garantir o acesso aos seus direitos.
De acordo com o governo federal, para o atendimento a mulher não precisa do boletim de ocorrência caso queira realizar a interrupção da gestação. Para ser atendida, a vítima pode ligar para 3345-3090 a secretaria irá agendar com a equipe de acordo com as orientações para realizarmos o acolhimento a essas mulheres.
Canais de denúncia
Qualquer pessoa pode e deve denunciar indícios de violência contra a mulher. Para isso, existem canais como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito e em funcionamento durante 24 horas por dia, em todo o Brasil. O denunciante não precisa se identificar. A mulher recebe apoio e orientações sobre o que será feito para pôr fim à violência, com escuta e acolhida qualificadas. O serviço registra e encaminha a manifestação aos órgãos competentes.