Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Uso promete reduzir o excesso de contração muscular e aliviar sintomas de pacientes com distonia
Michelly Perez - 16/01/2025 • 10:58
Foto: divulgação-HRMS
A equipe de Neurologia do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) iniciou o tratamento com a toxina botulínica em pacientes com doenças neurológicas. O produto que ganhou destaque no segmento de beleza, agora será usado para tratamento de distonias, doenças que causam contrações musculares anormais e involuntárias.
Para receber o tratamento os pacientes ambulatoriais deverão ser encaminhados pela regulação estadual. Conforme a responsável pela primeira aplicação, a médica neurologista Aline Kanashiro explica que a distonia nem sempre tem uma causa evidente.
“Pode ter uma causa evidente e ser consequência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou de um traumatismo craniano, por exemplo, ou ser idiopática, que é quando a causa não é definida ou não pode ser identificada”, afirma.
Nestes casos, a toxina botulínica reduz o excesso de contração muscular causado pela distonia e o paciente tem alívio dos sintomas. O tratamento é paliativo e as reaplicações devem ocorrer no período de quatro a seis meses.
A primeira paciente a receber o tratamento no hospital foi a aposentada Reny Garnacho, de 86 anos. Ela tem diagnóstico de blefaroespasmo, que é um transtorno neurológico que causa contrações involuntárias das pálpebras, resultando em piscar involuntário e fechamento dos olhos, desde 2009.
“Por conta disso, quase não estava conseguindo dirigir. Só conseguia quando era bem próximo de casa. E também não conseguia ler mais, pois meu olho estava fechando demais”, contou.
Diretora-técnica do HRMS, a médica Patrícia Rubini explica que a busca pela implantação do ambulatório na unidade começou no ano passado.
“Iniciamos as tratativas para oferecer o tratamento no segundo semestre do ano passado. Com o apoio da SES e, em especial da Casa da Saúde, conseguimos o treinamento da equipe de enfermagem, habilitação e também a disponibilização da toxina botulínica”, relembra.
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