Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
MPMS busca reparação integral dos danos ambientais e sociais causados pelo desastre
Michelly Perez - 29/08/2025 • 08:38
Foto: divulgação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) está em fase avançada na investigação sobre o rompimento de uma barragem em Jaraguari, ocorrido em agosto de 2024. A investigação foca agora em quantificar os danos restantes para definir novas medidas de responsabilização e reparação.
O desastre ambiental liberou cerca de 693 mil metros cúbicos de água e sedimentos. O material atingiu quase 15 quilômetros do Córrego Estaca, afetando a fauna, a flora e a qualidade da água em mais de 112 hectares.
Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já foi assinado. O acordo prevê ações de recuperação ambiental e indenizações para as vítimas identificadas. Para casos que não foram incluídos no TAC, a Justiça determinou a garantia de bens para futuras ações.
O promotor de Justiça Gustavo Henrique Bertocco de Souza ressalta a importância do trabalho do MPMS. “O TAC foi uma etapa importante, mas não encerra nossa atuação. Continuamos apurando os danos para garantir a reparação total e evitar novos desastres”, explica.
A investigação também apura as causas do rompimento, que podem incluir falha estrutural, negligência ou sabotagem. Para isso, foram solicitados novos relatórios técnicos e dados sobre os impactos na rodovia BR-163.
Embora a investigação não altere diretamente a política de fiscalização de barragens, o MPMS atua de forma constante na fiscalização ambiental. O objetivo é propor medidas preventivas em conjunto com os órgãos responsáveis.
O Ministério Público segue empenhado em responsabilizar os envolvidos e garantir a reparação completa dos danos ambientais e sociais.
Tags: Barragem, investigação, Jaraguari,