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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

MPMS e rede de proteção se unem para proteger crianças e adolescentes

Com foco em acolhidos com deficiência, reunião em Campo Grande definiu ações integradas de segurança

Michelly Perez - 13/08/2025 • 10:17

Foto: TJPB

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) está de olho nas crianças e adolescentes de Campo Grande que vivem em abrigos. No dia 7 de agosto, a 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude se reuniu com a rede de proteção para garantir que os pequenos tenham seus direitos respeitados, principalmente os com alguma deficiência.

O encontro foi comandado pelo promotor Oscar de Almeida Bessa Filho, que destacou a urgência de respostas rápidas para situações que colocam em risco a integridade física e emocional desses jovens. “O objetivo é implementar medidas preventivas, fortalecer as políticas de proteção e garantir que o atendimento seja humanizado, especializado e seguro para todos”, afirmou Bessa.

O que foi discutido e decidido?

A reunião discutiu uma série de medidas para dar mais segurança aos acolhidos. Entre elas, a criação de um plano de ação conjunto entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O plano deve focar na prevenção de riscos ligados à saúde mental e à violência sexual.

Também foi pauta do encontro a capacitação das equipes que trabalham nas Unidades de Acolhimento Institucional (Uaicas), para que consigam identificar mais cedo comportamentos de risco. Outros pontos debatidos foram a criação de canais de denúncia, o reforço da supervisão nas unidades e o fortalecimento do apoio psicossocial, com foco em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos.

Ao final do encontro, algumas ações já foram definidas para começar a sair do papel:

  • Visitas médicas: Equipes da Atenção Básica de Saúde farão visitas mensais aos abrigos.
  • Prioridade na saúde: Crianças e adolescentes acolhidos terão prioridade para agendar consultas e exames.
  • Olhar especial: O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) terá um diálogo focado nos abrigados com deficiência.
  • Ocupar o tempo: Serão criados cursos, oficinas, atividades de esporte e lazer no contraturno escolar.
  • Apoio individual: Será criado um Projeto Terapêutico Singular (PTS) para cada criança ou adolescente acolhido.

Para o promotor Oscar Bessa Filho, a união de esforços é a chave para garantir o desenvolvimento integral desses jovens. “Nosso compromisso é com a proteção integral. Essas medidas são um avanço na forma como cuidamos dos nossos acolhidos, com atenção especial aos mais vulneráveis”, concluiu.

 

Tags: acolhimento, Crianças, proteção,