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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

MPMS investiga irregularidades nas obras da antiga rodoviária de Campo Grande

Denúncias apontam atrasos, aditivos contratuais e a falta de transparência pelo município

Michelly Perez - 09/10/2025 • 10:05

Foto: Marcos Maluf- Arquivo

A novela das obras da antiga rodoviária de Campo Grande, chamada Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, ganhou mais um capítulo. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, abriu um inquérito civil para investigar possíveis falhas na execução da revitalização do complexo. A decisão veio após diversas denúncias apontando atrasos, aditivos contratuais e a falta de transparência por parte da Prefeitura.

O Promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri foi quem acendeu o alerta. Segundo ele, a denúncia foi registrada de maneira sigilosa e traz sérias preocupações com a segurança pública e o impacto social da obra, especialmente por ser em uma área central e com grande concentração de pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, a falta de operários no canteiro de obras também levanta questionamentos sobre a capacidade de cumprir o novo cronograma de entrega.

O denunciante, que pediu fiscalização presencial no local, solicitou ainda esclarecimentos sobre a data exata de conclusão da obra e ressaltou os benefícios esperados para o comércio local e moradores do bairro Amambaí, que aguardam ansiosamente a entrega do terminal revitalizado.

Atrasos e Aditivos

A obra, que teve início em junho de 2022 e tinha prazo contratual de 360 dias, já passou por diversas prorrogações e agora só deve ser concluída em julho de 2025. O contrato original, firmado com a empresa vencedora da licitação, inicialmente no valor de R$ 16,5 milhões, já sofreu um aumento de R$ 2 milhões, passando para R$ 18,5 milhões devido a aditivos contratuais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a obra está 47,05% concluída financeiramente, mas esse percentual não reflete o estágio físico das atividades. O maior obstáculo identificado é a falta de previsão, na licitação original, para a instalação de um sistema de ar-condicionado VRF (volumen de refrigerante variável), crucial para o acabamento da obra. Uma nova licitação para esse item está em andamento, o que deve atrasar ainda mais a entrega do terminal.

Fiscalização e Transparência

Em resposta à situação, o MPMS requisitou cópia integral do processo licitatório e do contrato firmado, além de documentos complementares. A recomendação também inclui a publicação de um edital no Diário Oficial, permitindo que terceiros possam apresentar informações sobre o caso.

E agora, a população fica na expectativa para saber se os problemas serão resolvidos e quando o tão esperado Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu finalmente ficará pronto.

Tags: Antiga rodoviária, MPMS, obras,